A bancada do PL no Congresso intensifica ações para associar o tarifaço anunciado por Donald Trump ao presidente Lula e ao ministro Alexandre de Moraes. A iniciativa surge após pesquisas apontarem que a defesa da soberania nacional prevaleceu nas redes sociais diante da ameaça americana.
Deputados do partido orientam apoiadores a usar frases e hashtags específicas para retomar o controle da narrativa e responsabilizar o governo pelo possível impacto econômico.
Estratégia digital e reação nas redes sociais
A mobilização da bancada do PL ganhou força após o anúncio de Donald Trump sobre a possibilidade de sobretaxar produtos brasileiros em 50%, caso o processo contra Jair Bolsonaro prossiga no Supremo Tribunal Federal. A reação negativa nas redes sociais à ameaça levou o partido a organizar uma ofensiva digital, com orientações claras para deputados e apoiadores.
Segundo postagens acessadas em grupos internos do PL, parlamentares instruíram o uso de frases como “CULPA DO LULA”, “CHEGA DE DITADURA”, “TARIFA DO LULA” e “TAXA DO LULA”. O objetivo é responsabilizar o presidente e associar a medida norte-americana a uma suposta deterioração econômica causada pelo governo atual.
Além disso, há uma diretriz para vincular o ministro Alexandre de Moraes à imagem de autoritarismo, reforçando o apelido “Tarifa Moraes”, criado por Eduardo Bolsonaro. A estratégia visa minar a legitimidade das ações do STF e transferir o desgaste político para o Planalto.
Impacto das pesquisas e dinâmica política
Levantamentos como o realizado pela Nexus, logo após a declaração de Trump, indicaram que a defesa da soberania nacional foi o posicionamento predominante entre os brasileiros. Isso enfraqueceu a tentativa do PL de justificar ataques à Justiça sob o argumento de perseguição a Jair Bolsonaro.
Diante desse cenário, a bancada do partido intensificou a troca de mensagens e a disseminação de palavras-chave para tentar reverter a perda de influência digital. O episódio também evidencia a percepção do grupo político sobre o revés sofrido após a ameaça inédita feita pelo presidente dos Estados Unidos ao Brasil.
Até o momento, a maioria das manifestações públicas segue em defesa do livre exercício do Judiciário e do respeito às normas do comércio internacional, contrariando a narrativa pretendida pelo PL.