Política

Alcolumbre afirma que governo pode pedir ao STF retorno do aumento do IOF

Presidente do Senado reconhece legitimidade do Executivo para recorrer ao Supremo após Congresso anular decreto do imposto

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), declarou nesta terça-feira (1) que o governo tem legitimidade para solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o restabelecimento do aumento do IOF.

Na semana anterior, o Congresso havia anulado os decretos presidenciais que elevavam o tributo. Alcolumbre afirmou que não tomará medidas caso o STF decida a favor do governo.

Ação do governo no STF

Após a decisão do Congresso de cancelar os decretos que aumentavam o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, informou nesta terça-feira que a AGU vai acionar o STF para tentar reverter a decisão parlamentar.

Segundo Messias, a derrubada dos decretos pelo Congresso representa uma violação ao princípio da separação de Poderes. A AGU sustenta que o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que elevou o IOF, está de acordo com a competência estabelecida pela Constituição e respeita o limite legal da alíquota máxima de 1,5% ao dia.

Na ação, a AGU argumenta que a anulação do aumento do IOF pode trazer “riscos fiscais graves ao Estado brasileiro”, pois impactará negativamente as projeções de receita para 2025 e anos seguintes.

De acordo com a AGU, a estimativa é que, sem a elevação do IOF, a arrecadação deste ano sofra uma redução de R$ 12 bilhões. O impacto fiscal preocupa o governo, que busca garantir receitas para equilibrar as contas públicas.

Durante a entrevista, Alcolumbre estava acompanhado dos senadores Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, e Renan Calheiros (MDB-AL). Questionado sobre eventuais medidas caso o STF decida a favor do governo, o presidente do Senado afirmou: “Não, não vou tomar nenhuma medida”.