Os 32 países da Otan concordaram nesta quarta-feira (25) em aumentar os gastos militares, após pressão do presidente dos EUA, Donald Trump.
A aliança militar estabeleceu a meta de investir 5% dos seus PIBs em defesa até 2035, com revisão prevista para 2029.
A decisão foi anunciada ao fim da cúpula em Haia, mesmo com reservas de países como a Espanha.
Compromisso com aumento de investimentos
Durante a cúpula em Haia, os líderes dos 32 países membros da Otan aprovaram uma declaração final que estabelece o compromisso de investir 5% do PIB anualmente em defesa e segurança até 2035. A medida foi motivada por pressões do presidente dos EUA, Donald Trump, que havia questionado publicamente o engajamento dos aliados com os gastos militares.
A promessa inclui uma revisão dos investimentos em 2029, com o objetivo de monitorar o progresso e reavaliar as ameaças à segurança, especialmente em relação à Rússia. Apesar do acordo, a Espanha declarou oficialmente que não conseguirá atingir a meta, e outros países também expressaram reservas quanto à viabilidade do compromisso.
Unidade e desafios internos
Na declaração final, os líderes reafirmaram seu “compromisso inabalável” com a defesa coletiva, conforme previsto no artigo 5 do tratado da aliança: “Um ataque a um é um ataque a todos”. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, classificou a cúpula como “transformadora”, apesar das divisões internas que persistem sobre os gastos e a definição do artigo 5.
O novo compromisso pressiona especialmente os aliados europeus e o Canadá a aumentarem significativamente seus investimentos militares, exigindo bilhões de dólares em desembolsos adicionais. O contexto é de mudança no foco estratégico dos Estados Unidos, que têm direcionado sua atenção para outras regiões, como Oriente Médio e Indo-Pacífico, enquanto continuam sendo o maior financiador da Otan.
A reafirmação do artigo 5 e da defesa coletiva buscou encerrar as controvérsias recentes levantadas por Donald Trump, que questionou a disposição dos EUA em defender aliados em caso de ataque. A revisão dos gastos prevista para 2029 será um momento-chave para avaliar o cumprimento das metas e o cenário de segurança internacional, especialmente diante das ameaças representadas pela Rússia.