Política

Governo propõe aumento de pena para furto e receptação de celulares

Projeto de lei enviado ao Congresso busca endurecer punições e combater crimes relacionados a celulares

O governo federal enviou ao Congresso um projeto de lei que prevê o aumento das penas para furto e receptação de celulares, medida anunciada nesta quarta-feira (25). A proposta, elaborada pelo Ministério da Justiça, visa conter o crescimento desses crimes, que afetam a segurança pública e o setor de telefonia móvel.

O texto será analisado pelas comissões do Congresso antes de seguir para votação em plenário. O governo espera uma aprovação rápida para fortalecer o combate ao furto e à receptação de celulares.

Principais mudanças previstas no projeto

O projeto de lei propõe elevar a pena para furto de celulares de um a quatro anos para dois a seis anos de reclusão. Para o crime de receptação, a pena passaria de um a três anos para dois a cinco anos. Além disso, o texto cria uma nova hipótese de furto qualificado, aplicável quando o crime é cometido em benefício de terceiro mediante pagamento ou como parte de um negócio, como furtar para vender depois. Nestes casos, a pena pode chegar a 2 a 8 anos de prisão.

Outra novidade é a criação de uma hipótese de receptação qualificada, com aumento de 33% a 50% da pena quando o produto for um celular destinado à revenda. Nessa situação, a pena máxima pode chegar a 12 anos de prisão, superando o limite atual de 8 anos.

Justificativa e diferenciação dos crimes

Segundo o governo, o endurecimento das penas é necessário para desestimular crimes que vêm crescendo e causando prejuízos à população e às operadoras. O projeto não altera as penas para roubo de celular, que já variam de 4 a 10 anos, podendo ser aumentadas em até dois terços em casos agravantes, como uso de arma de fogo. A distinção entre furto e roubo é ressaltada: no furto, não há violência ou ameaça, o que torna a punição atualmente mais branda.

Contexto da criminalidade e exemplos recentes

O Ministério da Justiça aponta o furto e o roubo de celulares como um dos principais desafios da segurança pública, contribuindo para a sensação de insegurança no país. Criminosos não apenas vendem os aparelhos, mas também utilizam aplicativos e dados pessoais das vítimas para cometer fraudes, como transferências via Pix e estelionatos digitais.

O projeto busca atingir perfis de criminosos semelhantes aos da quadrilha conhecida como “mainha do crime”, desarticulada em São Paulo em fevereiro. Segundo a polícia, a líder fornecia bolsas de entregador e equipamentos para que motociclistas simulassem trabalho enquanto praticavam crimes, pagando pelos celulares furtados e revendendo-os posteriormente.

O texto ainda não tem data para votação, devendo passar pela Câmara e pelo Senado antes de virar lei. O governo aposta na aprovação do projeto para reforçar o combate ao furto e à receptação de celulares, crimes que impactam diretamente a vida dos cidadãos e o mercado de telefonia.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Câmara aprova aumento de pena para receptação de celulares e cargas roubadas

Senado criminaliza furto de pets e eleva penas por roubo e estelionato

Lula sanciona lei que endurece penas para roubo, furto e estelionato no Brasil

Câmara aprova aumento de penas para furto de cabos de energia e telefonia

CCJ vota projetos para endurecer punição a crimes contra crianças na internet

Lula veta redução de pena mínima para lavagem de dinheiro em nova lei