Política

Trump mantém interesse em diplomacia com Irã após ataques dos EUA e Israel

Casa Branca afirma que presidente dos EUA quer solução pacífica, apesar de ofensiva militar e declarações sobre mudança de regime

Donald Trump ainda busca uma solução diplomática com o Irã, segundo a Casa Branca, mesmo após os Estados Unidos se unirem a Israel em ataques contra instalações nucleares iranianas no último fim de semana.

A secretária de imprensa do governo americano reforçou o compromisso do presidente com a diplomacia em entrevista à Fox News nesta segunda-feira (23), apesar das recentes ações militares e declarações polêmicas de Trump.

Ofensiva militar e declarações polêmicas

Durante o fim de semana, os Estados Unidos participaram de uma campanha militar liderada por Israel, bombardeando instalações de enriquecimento nuclear no Irã. O objetivo, segundo funcionários do governo Trump, era impedir que Teerã desenvolvesse armas atômicas, e não promover uma mudança de regime. No entanto, Trump levantou dúvidas ao publicar na Truth Social: “Não é politicamente correto usar o termo ‘mudança de regime’, mas se o atual regime iraniano não consegue fazer o Irã ser grande novamente, por que não haveria uma mudança de regime? MIGA!!!”, brincando com o slogan Make America Great Again.

O Pentágono declarou ter “devastado o programa nuclear iraniano”, mas Rafael Grossi, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), afirmou que ainda não é possível avaliar a extensão dos danos. Israel, EUA e outras potências acusam o Irã de tentar construir armas nucleares sob o disfarce de um programa civil, algo negado pela República Islâmica.

Reações internacionais e novos desdobramentos

Após os ataques, o Irã respondeu lançando mísseis e descentralizando ações contra o território israelense. O QG da Guarda Revolucionária iraniana também foi alvo. O Parlamento do Irã aprovou o fechamento do Estreito de Ormuz, principal rota de navios petroleiros, medida que ainda depende de aprovação do Conselho de Segurança e do aiatolá Khamenei.

O Pentágono revelou que utilizou uma estratégia de distração, envolvendo 125 aeronaves e bombardeiros B-2 não detectados por 18 horas, além de mísseis GBU-57 capazes de destruir bunkers. Fãs de Star Wars compararam a tática à usada por Luke Skywalker para destruir a Estrela da Morte.

No cenário internacional, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, anunciou aumento dos gastos em defesa, com países-membros devendo investir ao menos 5% do PIB, em resposta ao aumento das tensões militares. O presidente russo Vladimir Putin criticou o ataque dos EUA ao Irã, classificando-o como “infundado” e alertando para o risco de uma escalada perigosa no conflito iniciado em 13 de abril.

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