Política

EUA atacam instalações nucleares do Irã e levantam dúvidas sobre radiação e vítimas

Operação coordenada com Israel destrói centros nucleares iranianos e gera incertezas sobre danos e possíveis retaliações

Os Estados Unidos realizaram ataques a três instalações nucleares no Irã neste sábado (21), em ação coordenada com Israel. O governo americano afirmou que Fordow, Natanz e Isfahan sofreram danos severos. Até o momento, não há confirmação de vítimas nem de vazamento de radiação, segundo autoridades internacionais.

O presidente Donald Trump classificou a operação como bem-sucedida, enquanto o Irã prometeu resposta. O conflito entre Irã e Israel já deixou mais de 240 mortos desde o dia 13.

Detalhes da operação e impactos

Os ataques dos Estados Unidos envolveram 125 aeronaves militares, mísseis de alta precisão, um submarino e bombas projetadas para destruir áreas subterrâneas. Segundo a Casa Branca, as três instalações nucleares iranianas “sofreram danos e destruição extremamente severos”. Imagens de satélite feitas neste domingo (22) mostram crateras recentes na região de Fordow e detritos espalhados pela encosta da montanha.

O general americano Dan Caine afirmou que será necessário tempo para avaliar completamente a extensão dos danos. Stu Ray, analista da McKenzie Intelligence Services, explicou que as bombas usadas não são projetadas para detonar na superfície, mas sim em áreas profundas, o que pode explicar o impacto visual limitado.

A Organização Iraniana de Energia Atômica classificou o bombardeio como uma “violação bárbara” do direito internacional. Hassan Abedini, vice-diretor político da emissora estatal iraniana, declarou que o Irã “não sofreu um grande golpe porque os materiais já haviam sido retirados” das instalações.

Vítimas e risco de radiação

Não há informações oficiais sobre vítimas nos ataques. O secretário americano de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que a missão “não visou tropas iranianas ou o povo iraniano”. O Irã informou que as instalações haviam sido evacuadas previamente. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a Arábia Saudita disseram que não houve aumento nos níveis de radiação após os bombardeios.

Reações e possíveis retaliações

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que os EUA “devem receber uma resposta pela sua agressão” e reiterou que o Irã está pronto para negociar, mas não aceitará imposições. Analistas apontam três caminhos estratégicos para o Irã: revidar rapidamente, aguardar para atacar em momento oportuno ou optar pela contenção e retomar o diálogo diplomático.

Desde o início do conflito entre Irã e Israel, em 13 de abril, já foram registradas mais de 240 mortes, com estimativas independentes indicando até 500 mortos. O Irã, segundo fontes, ainda dispõe de cerca da metade de seu estoque original de 3.000 mísseis, após perdas nos embates recentes.

A Agência Internacional de Energia Atômica informou que fornecerá avaliações adicionais sobre a situação no Irã à medida que novas informações forem disponibilizadas.

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