O presidente Donald Trump declarou que decidirá em até duas semanas se os Estados Unidos irão intervir diretamente no conflito entre Israel e Irã.
A afirmação ocorre após reunião com o Conselho de Segurança Nacional e intensificação dos ataques na região, elevando a tensão internacional.
O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, alertou para consequências graves caso haja ofensiva americana.
Pressão e movimentação dos Estados Unidos
Com a escalada dos ataques entre Israel e Irã, cresce a expectativa sobre o papel dos Estados Unidos no conflito. Segundo a imprensa americana, Trump teria aprovado preliminarmente planos para um ataque ao Irã em reunião realizada na quarta-feira (18), embora a Casa Branca não tenha confirmado oficialmente. O presidente também sinalizou, durante encontro com o Conselho de Segurança Nacional, a possibilidade de ação militar direta.
Em resposta, o aiatolá Ali Khamenei advertiu que qualquer ofensiva americana trará “consequências sérias e irreparáveis”.
Aliança e política externa
Os Estados Unidos mantêm uma aliança estratégica com Israel, frequentemente apoiando o país em conflitos no Oriente Médio. Em fevereiro, Trump retomou a política de “pressão máxima” sobre o Irã, buscando um novo acordo nuclear. O presidente já havia declarado que poderia atacar o Irã com apoio israelense caso as negociações fracassassem. Recentemente, o uso da expressão “nós” ao falar sobre o controle do espaço aéreo iraniano reforçou a possibilidade de envolvimento americano.
Preparação militar e capacidade de ataque
Nos últimos dias, os EUA reforçaram sua presença militar no Oriente Médio, enviando caças, aviões estratégicos e navios de desminagem, parte deles deslocados da Europa para o Golfo Pérsico. Para Maurício Santoro, doutor em Ciência Política, a escala dos deslocamentos e o tipo de armamento sugerem preparação efetiva para a guerra, com destaque para o envio de navios de desminagem como indício de possível conflito naval.
Especialistas como Gunther Rudzit, professor de Relações Internacionais, afirmam que apenas os EUA possuem armamentos capazes de destruir os bunkers subterrâneos do programa nuclear iraniano. Priscila Caneparo, doutora em Direito Internacional, reforça que os Estados Unidos são os únicos aptos a neutralizar o programa nuclear do Irã.
Impacto político para Trump
O possível envolvimento militar pode trazer custos políticos para Trump. Priscila Caneparo avalia que a entrada no conflito contraria promessas de campanha e pode desagradar sua base eleitoral. Já Gunther Rudzit acredita que, apesar das promessas, o controle de Trump sobre o eleitorado republicano pode limitar o impacto negativo, caso ele crie uma nova narrativa para justificar a ação.