Política

Trump diz que Irã pediu reunião em Doha; Teerã desmente

Disputa sobre quem pediu o encontro ilustra padrão de versões contraditórias que marca a relação entre os dois países
Donald Trump em retrato formal em composição visual que expressa tensão diplomática; Irã nega reunião com Trump

O presidente americano Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (29) que o Irã “pediu uma reunião” com seu governo, agendada para a terça-feira (30) em Doha, no Catar.

Teerã desmentiu: o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, disse que nenhum encontro diplomático está previsto para esta semana.

O choque de versões ocorre após um novo cessar-fogo acertado no domingo (28), que interrompeu dias de ataques e contra-ataques entre forças americanas e iranianas no Golfo Pérsico.

A reunião em Doha foi noticiada primeiro pelo site norte-americano Axios, com base em declarações de uma autoridade sênior da Casa Branca. Gharibabadi, cujas falas foram veiculadas pela agência iraniana Tasnim, negou a informação horas depois.

O padrão de versões contraditórias entre Washington e Teerã já havia se repetido dias antes: Trump afirmara que o Irã garantiu isenção de pedágios no Estreito de Ormuz, enquanto Teerã anunciou estudos de taxação conjunta com Omã.

A escalada que precedeu a nova trégua

O ciclo mais recente de violência teve início na quinta-feira (25), quando um projétil iraniano atingiu um navio de carga no Estreito de Ormuz. Ambos os lados acusaram o adversário de ter violado o cessar-fogo firmado em 17 de junho.

Os EUA bombardearam instalações militares iranianas na sexta-feira (26) após o Irã lançar drones contra navios comerciais no estreito — episódio que Trump classificou como “violação tola” do cessar-fogo. Os ataques continuaram no sábado, e o Irã revidou contra alvos americanos no Oriente Médio.

No domingo (28), horas antes da nova trégua, o Irã lançou mísseis e drones contra bases dos EUA no Kuwait e no Bahrein, em reação a ameaças de Trump de “eliminar a liderança iraniana”.

Negociações na Suíça e o impasse nuclear

Uma semana antes, uma rodada de negociações conduzida pelo vice-presidente americano JD Vance e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, havia gerado expectativa de avanço diplomático na Suíça.

Washington chegou a suspender sanções contra Teerã, mas os combates foram retomados e intensificados nos dias seguintes, minando o entendimento alcançado.

Se a reunião de Doha se confirmar, será a primeira tentativa formal de retomar o diálogo desde o colapso do cessar-fogo de 17 de junho. O Catar, que mediaria o encontro, já atuou como intermediário em rodadas anteriores entre as partes.

O acordo provisório de 14 pontos, anunciado por Trump em 13 de junho como solução definitiva para a crise em Ormuz, visava interromper o conflito iniciado pelos EUA e por Israel em 28 de fevereiro e reabrir o estreito enquanto prosseguiam as negociações.

O programa nuclear iraniano permanece como o ponto mais sensível da agenda bilateral. Qualquer entendimento duradouro sobre Ormuz depende, em última análise, de um acordo mais amplo sobre os limites do enriquecimento de urânio pelo Irã.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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