O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que detalhará as novas tarifas de importação na quarta-feira, 2 de abril. As tarifas estão programadas para entrar em vigor contra todos os países que exportam produtos para os EUA. O mercado internacional teme que as medidas causem uma guerra comercial global, afetando a economia.
Em declarações recentes, Trump afirmou que as tarifas afetarão “todos os países”, causando preocupação mundial entre investidores e líderes políticos. A imposição de tarifas é uma promessa de campanha de Trump, e sua execução já afetou parceiros como México e Canadá. No caso do Canadá e México, foi imposto inicialmente um aumento de 25% sobre as importações, temporariamente suspenso.
Recentemente, a União Europeia demonstrou preocupação, principalmente após a presidente do BCE, Christine Lagarde, alertar que as novas tarifas poderiam reduzir o crescimento econômico da Europa. O continente está se preparando para uma possível retaliação aos EUA, caso as tarifas americanas avancem e afetem as exportações europeias.
O 'tarifaço' de Trump vem sendo alvo de críticas também devido ao potencial impacto na inflação e recessão econômica nos Estados Unidos. Investidores se mostram cautelosos, priorizando ativos mais seguros, como o dólar. Recentemente, o assessor Kevin Hassett sugeriu que as tarifas focariam em 10 a 15 países com desequilíbrios tarifários, mas Trump, contradizendo, falou em abranger “todos os países”.
Em paralelo, a Jaguar Land Rover suspendeu a exportação de seus carros para os EUA em resposta às tarifas, e o aumento da pressão tarifária é responsável por um aumento na volatilidade dos mercados financeiros globais.