Economia

Renda média do brasileiro bate recorde e chega a R$ 3.367 em 2025

IBGE aponta alta real de 5,4% em relação a 2024, com o trabalho respondendo por três quartos do orçamento familiar
Logotipo do IBGE representando estatísticas de renda média dos brasileiros 2025

A renda média dos brasileiros chegou a R$ 3.367 mensais em 2025, o maior valor já registrado na série histórica. O dado, divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (8), representa alta real de 5,4% em relação a 2024 e consolida quatro anos de crescimento da massa salarial acima de 6%.

Os números são da PNAD Contínua. Em 2025, 143 milhões de brasileiros — 67,2% da população — receberam alguma forma de rendimento, seja de trabalho, aposentadoria ou programas sociais.

Trabalho puxa o crescimento da renda

O trabalho segue como a principal engrenagem do orçamento das famílias brasileiras. Em 2025, a soma dos salários pagos alcançou R$ 361,7 bilhões por mês, respondendo por cerca de três quartos da renda domiciliar per capita no país.

O rendimento médio mensal do trabalho chegou a R$ 3.560, com alta real de 5,7% frente a 2024 e de 11,1% ante 2019 — período pré-pandemia. Para o analista do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes, o movimento reflete uma tendência consolidada. “São quatro anos consecutivos de crescimento da massa de rendimento do trabalho a taxas anuais superiores a 6%”, afirmou. O pico foi em 2023, com alta de 11,6%.

Além dos salários, o orçamento familiar depende de outras fontes: aposentadorias, benefícios previdenciários, programas sociais, aluguéis e transferências privadas também integram o cálculo do IBGE.

Regiões crescem, mas distâncias permanecem

O rendimento médio domiciliar per capita avançou 6,9% em termos reais em 2025, mas a distribuição entre regiões ainda é profundamente desigual. O Sul lidera com R$ 2.734, seguido pelo Centro-Oeste (R$ 2.712), que registrou o maior crescimento anual: 11,3%, impulsionado pelo desempenho do Distrito Federal. O Sudeste ficou em R$ 2.669, acima da média nacional.

Norte (R$ 1.558) e Nordeste (R$ 1.470) permanecem com os menores rendimentos do país. Ainda assim, as duas regiões acumularam os maiores avanços desde 2019: 33,6% e 23,8%, respectivamente — sinalizando uma convergência lenta, mas consistente. O recorde de renda acompanha um mercado de trabalho aquecido: em março de 2026, o desemprego atingiu seu menor nível histórico para o período, com rendimento médio habitual batendo R$ 3.722 — sinais convergentes de um ciclo virtuoso no emprego.

Desigualdades estruturais resistem ao crescimento

O avanço da renda média não apagou disparidades históricas. No recorte por raça, pessoas brancas seguem recebendo, em média, mais de R$ 1.900 a mais do que pretos e pardos — uma lacuna que persiste ao longo de toda a série histórica, mesmo em ciclos de expansão econômica.

A desigualdade de gênero na renda ganha contornos mais precisos em outro levantamento: dados do Ministério do Trabalho mostram que mulheres no setor privado recebem 21,3% menos do que os homens — a maior diferença já registrada desde 2024. A escolaridade segue sendo o principal fator de diferenciação: quanto maior o nível de instrução, maior tende a ser o rendimento médio do trabalho.

A composição da renda também revela desequilíbrios regionais: no Centro-Oeste, 78,9% da renda domiciliar vem do trabalho, enquanto no Nordeste essa fatia cai para 67,4%, indicando maior peso de aposentadorias e programas sociais no orçamento das famílias.

Apesar do recorde na renda média, pesquisa Datafolha de abril mostrou que seis em cada dez brasileiros afirmam não conseguir cobrir as despesas básicas — um contraponto que revela como o crescimento ainda não chegou de forma igual a todos.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Brasil alcança muito alto desenvolvimento humano pela primeira vez na história

PF aponta que alinhamento entre Castro e Vorcaro viabilizou bilhões ao Banco Master

PF deve investigar se Flávio Bolsonaro foi à casa de Vorcaro cobrar dinheiro para filme

CNJ aprova contracheque único e blinda teto salarial dos juízes