Política

Lula desafia Trump e defende permanência da África do Sul no G20

Em Barcelona, presidente brasileiro afirma que americano 'não é dono' do grupo e convoca Ramaphosa a resistir
Lula se posiciona contra exclusão da África do Sul no G20 diante de Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desafiou neste sábado (18) a postura de Donald Trump em relação à África do Sul e declarou que o presidente americano não tem o direito de excluir o país do G20. “Ele não é dono do G20”, disse Lula diretamente ao lado do sul-africano Cyril Ramaphosa.

A declaração foi feita durante a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, em Barcelona, na Espanha. No mesmo discurso, Lula criticou líderes mundiais por guerras e invasões e lamentou o enfraquecimento da ONU.

A tensão entre Washington e Pretória tem origem numa declaração de Trump feita em novembro do ano passado. Na ocasião, o republicano afirmou que não convidaria a África do Sul para o G20 — encontro previsto para dezembro de 2026 — sob a alegação, sem provas, de que haveria um “genocídio” de fazendeiros brancos no país. A acusação foi negada pelo governo sul-africano e considerada falsa por especialistas e autoridades internacionais.

Trump também boicotou a cúpula do G20 realizada na África do Sul em 2025 e anunciou a suspensão de subsídios americanos ao país, aprofundando a crise diplomática entre as duas nações.

Diante do impasse, Lula foi direto ao interlocutor: “Vamos brigar, Ramaphosa, para você ir para o G20 nos Estados Unidos”, afirmou, conclamando o colega sul-africano a se preparar para “ficar na porta para entrar no G20” se necessário.

Ramaphosa reagiu reiterando que a África do Sul é um país soberano e que nenhum membro isolado pode decidir sozinho sobre a exclusão de integrantes do bloco.

O episódio se insere na agenda do Fórum Democracia Sempre — criado em 2024 por Lula e o espanhol Pedro Sánchez para articular respostas coletivas ao avanço autoritário global. O evento reúne chefes de Estado e de governo de diferentes regiões para debater o fortalecimento das instituições democráticas diante de movimentos extremistas em ascensão.

A edição deste ano, em Barcelona, ocorre em meio a conflitos armados no Oriente Médio e ao aumento de tensões políticas internacionais. A crítica à exclusão da África do Sul é, nesse contexto, também uma crítica ao unilateralismo como método de governo dos grandes grupos multilaterais.

O lamento pelo enfraquecimento da ONU também integra uma linha recorrente na diplomacia de Lula. Em outros momentos desta agenda internacional, o presidente já havia tentado articular o Conselho de Segurança em torno de crises globais — o mesmo organismo que voltou a defender do palco de Barcelona.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Lula viaja ao Chile para debater democracia e tarifas impostas por Trump

Lula debate democracia e tarifas dos EUA em cúpula internacional no Chile

Lula pede união internacional contra extremismo em cúpula sobre democracia no Chile

Lula afirma que democracia perde espaço para extrema-direita em evento no Chile

Brasil lidera evento sobre democracia sem convite aos Estados Unidos

Lula lidera encontro em Nova York para fortalecer democracia e combater extremismo