Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (20) para o Chile, onde participará de uma reunião com líderes do Chile, Colômbia, Espanha e Uruguai. O encontro discutirá a defesa da democracia, o combate à desinformação e as tarifas impostas pelos Estados Unidos.
A cúpula busca avançar em um posicionamento conjunto sobre multilateralismo, democracia e cooperação global baseada em justiça social.
Encontro internacional aborda democracia e tarifas
O governo do Chile, anfitrião do encontro, definiu três eixos principais para a reunião: fortalecimento da democracia e do multilateralismo, redução das desigualdades e combate à desinformação, incluindo a regulação de tecnologias emergentes.
O tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também estará em pauta. No dia 9 de julho, Trump enviou uma carta a Lula anunciando tarifas de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. A medida, que entra em vigor a partir de 1º de agosto, é a mais alta entre mais de 20 países afetados.
Em pronunciamento na quinta-feira (17), Lula classificou as tarifas como “chantagem inaceitável” e criticou políticos brasileiros que apoiam as medidas, chamando-os de “traidores da pátria”.
A reunião ocorre nesta segunda-feira (21) e contará com a presença de Gabriel Boric (Chile), Pedro Sánchez (Espanha), Gustavo Petro (Colômbia) e Yamandú Orsi (Uruguai).
Compromissos e próximos passos
O encontro dá continuidade à iniciativa En Defensa de la Democracia, lançada para fortalecer instituições democráticas e enfrentar desafios como desigualdade e disseminação de informações falsas.
A agenda inclui um almoço na chancelaria chilena e um evento com a sociedade civil. As propostas discutidas serão levadas ao próximo encontro, previsto para acontecer durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em setembro.