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Cruzeiro vence Olimpia e desafia Corinthians na final da Libertadores Feminina

Cruzeiro vence o Corinthians nos pênaltis, após reagir de 3 a 0, e conquista a Libertadores Feminina na estreia; Brasil chega ao 15º título
Duelo na final Libertadores Feminina Cruzeiro Corinthians: jogadoras celestes de braços erguidos e o escudo alvinegro

O Cruzeiro é campeão da Libertadores Feminina. Na noite de sábado (31), no Estádio Casa Blanca, em Quito, no Equador, as mineiras empataram em 4 a 4 com o Corinthians depois de perderem por 3 a 0. Venceram a disputa de pênaltis por 5 a 4 e levaram o título logo na estreia na competição. A goleira Camila defendeu a cobrança de Gi Fernandes, que decidiu a final.

O Cruzeiro chegou à decisão ao vencer o Olimpia por 1 a 0 na quarta-feira (28). Mais cedo, as paulistas haviam virado sobre o Santa Fe, da Colômbia, por 2 a 1. A final garantiu ao Brasil o 15º título em 18 edições do torneio.

Como o Cruzeiro chegou à decisão

Na primeira participação na Libertadores, o time mineiro dependeu das duas principais atacantes. Na semifinal, aos quatro minutos do segundo tempo, Byanca Brasil cobrou falta no travessão e Marília aproveitou o rebote para marcar.

O Olimpia ficou com uma jogadora a menos aos 27 minutos, quando Pamela Villalba recebeu o segundo cartão amarelo por falta na lateral Gisseli. Mesmo assim, as paraguaias assustaram nos acréscimos: Cynthia Casco finalizou e a goleira Camila Rodrigues fez uma grande defesa, que garantiu a vaga celeste.

A virada na final

Segundo a Agência Brasil, o primeiro tempo foi de amplo domínio corintiano e terminou 2 a 0, com dois gols de Gabi Zanotti: o primeiro de cabeça, no contrapé de Camila, e o segundo após erro na saída de bola do Cruzeiro. Aos três minutos da etapa final, Vic Albuquerque ampliou para 3 a 0.

A reação começou antes dos 10 minutos, com gols de Byanca Brasil, artilheira da competição com seis gols, e de Vitória Calhau, de pênalti, que diminuíram para 3 a 2. Aos 22, Vic Albuquerque marcou pela segunda vez e recolocou o Corinthians com dois gols de vantagem. O Cruzeiro voltou a pressionar: Ketlin diminuiu de cabeça, após escanteio, e Letícia, também de cabeça, igualou o placar nos acréscimos.

Nos pênaltis, cada equipe desperdiçou duas cobranças, chutando para fora. Nas batidas alternadas, Gi Fernandes chutou sem muita força e Camila defendeu, o que confirmou o título.

Terceira final só de brasileiras

Foi a terceira vez que a principal competição de clubes da América do Sul teve uma decisão 100% brasileira, e o Corinthians esteve em todas. Em 2019, também em Quito, as Brabas venceram a Ferroviária por 2 a 0. Em 2023, bateram o Palmeiras por 1 a 0 em Cali, na Colômbia.

Esta foi a terceira edição do torneio disputada na capital equatoriana. No sábado, antes da final, Santa Fe e Olimpia jogaram no Casa Blanca pelo terceiro lugar.

Revanche contra a hegemonia corintiana

O Corinthians buscava o sétimo título continental, que seria o quarto seguido, e parou em três troféus consecutivos da Libertadores. Para o Cruzeiro, o jogo era a chance de devolver derrotas recentes. Na final do Campeonato Brasileiro do ano passado, as equipes empataram por 1 a 1 na Arena Independência, em Belo Horizonte. Na volta, as paulistas venceram por 1 a 0 na Neo Química Arena e conquistaram o sétimo título nacional, o sexto consecutivo.

As Brabas também venceram a final da Supercopa do Brasil de 2024 por 1 a 0. Neste ano, eliminaram as mineiras nas quartas de final do Brasileirão, com vitórias por 1 a 0 em Belo Horizonte e 3 a 1 no Canindé. Em setembro, o Corinthians chegou à final do Brasileirão Feminino pela décima vez seguida, mas perdeu a decisão para o São Paulo, o que interrompeu a sequência de seis títulos nacionais e deixou a equipe sem taças em uma temporada considerada de baixa.

O que está em jogo

Com o título, o Cruzeiro se classifica para a Copa das Campeãs da Fifa do ano que vem, o equivalente feminino da Copa Intercontinental. A representante sul-americana estreia na semifinal contra o Barcelona, atual campeão europeu, em 27 de janeiro. O time mineiro também garantiu nova participação na Libertadores em 2027.

O campeão também ganha vaga na primeira Copa do Mundo de Clubes Feminina, marcada para 2028 nos Estados Unidos. O Corinthians já estava classificado pelos títulos de 2024 e 2025. Como a campeã desta edição foi outra equipe, a vaga adicional que seria definida por um ranking de clubes do continente, ainda a ser criado, não entra em jogo para esta edição.