Meio ambiente

Argentina identifica gripe aviária em granja e paralisa exportações de aves

País adota medidas de controle após detecção do vírus em Los Toldos e reforça vigilância sanitária

A Argentina confirmou um foco de gripe aviária em uma granja comercial de Los Toldos e suspendeu temporariamente as exportações de produtos de aves, segundo anúncio do governo na segunda-feira (19).

O Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) informou que a área afetada não possui produção significativa e que todas as aves remanescentes foram descartadas, com a granja passando por desinfecção.

Medidas de controle e vigilância foram implementadas em um raio de até 7 km da propriedade atingida.

O foco da gripe aviária foi identificado em galinhas poedeiras na cidade de Los Toldos, levando o Senasa a adotar protocolos rigorosos de biossegurança. Uma zona de controle sanitário foi estabelecida em um perímetro de 3 km ao redor da granja, com barreiras para conter a circulação e evitar a propagação da doença. Além disso, uma área de vigilância ampliada cobre 7 km ao redor da propriedade.

Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Argentina ocupa a 10ª posição no ranking mundial de carne de frango, representando apenas 1,8% da produção global. Em 2024, a produção nacional de carne de frango foi de 2.304 mil toneladas, conforme a Secretaria de Agricultura local. No entanto, o país figura apenas na 16ª posição entre os exportadores mundiais, de acordo com a FAO (2023).

Na produção de ovos, a Argentina conta com mais de 44 mil galinhas poedeiras, gerando quase 13 bilhões de ovos por ano. Deste total, 97% é destinado ao mercado interno e apenas 3% é exportado para mais de 56 países autorizados.

Repercussão internacional e situação no Brasil

O caso argentino ocorre em meio a preocupações globais com a gripe aviária. O Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, completou dois meses livre da doença após registrar seu primeiro caso em granja em maio deste ano. A maioria dos países que havia imposto restrições aos produtos brasileiros já flexibilizou as medidas, limitando o bloqueio à área do foco, no Rio Grande do Sul. Entretanto, a China e a União Europeia mantêm restrição total aos produtos avícolas do Brasil.

A suspensão temporária das exportações argentinas visa garantir a segurança sanitária e preservar mercados internacionais, enquanto as autoridades monitoram a situação para evitar novos surtos e minimizar impactos econômicos.