Política

PL abre vantagem sobre o PT na Câmara e lidera apuração com 71 deputados eleitos

Contagem parcial cobre 325 das 513 cadeiras; os estados que faltam somam 188 vagas e podem mexer no quadro
Plenário da Câmara dos Deputados com logos do PL e do PT, simbolizando a disputa pelos deputados federais eleitos 2026

O PL lidera a corrida pela Câmara dos Deputados nas eleições de 2026 com 71 deputados federais eleitos, contra 39 do PT, segundo levantamento do g1 com os resultados já definidos em 22 das 27 unidades da federação.

A contagem reúne 325 das 513 cadeiras. Os estados que ainda não entraram no cálculo concentram 188 vagas, o que mantém a composição final da próxima legislatura em aberto.

PL avança no Sul e no Rio; PT se distribui pelo Nordeste

Entre os resultados já fechados, o PL ficou com 15 das 46 cadeiras do Rio de Janeiro, oito das 31 do Rio Grande do Sul, sete das 16 de Santa Catarina e cinco das 30 do Paraná.

O PT elegeu seis deputados no Rio de Janeiro, cinco no Rio Grande do Sul e cinco no Paraná, além de três no Ceará, três em Pernambuco e três no Piauí.

As bancadas que vêm logo atrás

Depois dos dois polos aparecem o PP, com 33 deputados, e o União Brasil, com 30. O PSD soma 28 e o Republicanos, 27. Juntas, essas quatro siglas já reúnem 118 cadeiras no levantamento parcial — bem mais que a bancada do partido líder.

O desempenho do PL chega perto do tamanho da própria aposta eleitoral da sigla, que havia lançado 73 candidatos à reeleição na Câmara, enquanto o PT apresentou 53 postulantes.

O número parcial petista fica longe da marca que o próprio Palácio do Planalto havia estipulado: Lula cobrou o partido por sua baixa representação no Congresso e falava em eleger de 140 a 150 deputados em 2026. Com 39 cadeiras confirmadas até agora, a distância é grande mesmo considerando os estados que faltam.

O resultado na Câmara segue a mesma direção já consolidada na outra casa do Congresso, onde o PL assumirá a maior bancada do Senado a partir de 2027, com 28 senadores.

O principal ponto cego do placar é São Paulo, que tem a maior bancada da Câmara, com 70 deputados: as seções já estavam 100% apuradas, mas a página oficial de resultados ainda não trazia a relação dos eleitos. Até que esses nomes entrem na conta, qualquer leitura sobre maiorias e governabilidade no próximo Congresso segue provisória.

Enquanto a composição partidária definitiva depende da divulgação dos nomes eleitos em São Paulo, a Câmara dos Deputados já fechou outro indicador da legislatura que começa em 2027: dos 513 deputados eleitos, 183 chegam à Casa para o primeiro mandato, o que representa uma taxa de renovação de 35,67%.

Na contramão desse movimento de renovação, a Câmara também vai receber de volta boa parte de rostos conhecidos: segundo levantamento da Agência Câmara de Notícias, 29 dos deputados eleitos no domingo (4) — 5,6% do total — já ocuparam cadeiras em legislaturas anteriores e retornam à Casa como titulares. A lista inclui o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) e o ex-líder do governo Bolsonaro na Casa, Major Vitor Hugo (PL-GO).

O Amazonas, que também estava fora do levantamento do g1, já tem resultado fechado divulgado pela Agência Câmara de Notícias: PL, MDB e a Federação União-PP elegeram dois deputados federais cada, enquanto PSD e Republicanos fecharam a bancada com uma cadeira cada. Na eleição anterior, em 2022, PSD, Republicanos e União haviam elegido dois deputados cada, seguidos de PL e da Federação PSDB-Cidadania, com um cada. O mais votado para a Câmara no estado foi o vereador de Manaus Sargento Salazar (PL), com 212.948 votos, 10,05% dos válidos. No Senado amazonense, foram reeleitos os atuais senadores Eduardo Braga (MDB), com 32,29% dos votos válidos, e Plínio Valério (PSDB), com 24,70%. Já a disputa pelo governo do estado vai a segundo turno entre o atual senador Omar Aziz (PSD), com 40,62%, e a professora Maria do Carmo (PL), com 24,49%.

Minas Gerais, que também estava fora do levantamento do g1, já tem resultado fechado divulgado pela Agência Câmara de Notícias: o PL conquistou 21 das cadeiras mineiras, contra 13 da Federação PT-PCdoB-PV e 6 da Federação União-PP — PSD e a Federação Psol-Rede elegeram dois deputados cada, e Avante, MDB, Podemos, PSB e as federações PSDB-Cidadania e PRD-Solidariedade fecharam com um deputado cada. Na eleição anterior, em 2022, o PL havia elegido 11 deputados no estado, o que torna o salto para 21 cadeiras um reflexo, em Minas, da mesma vantagem que a sigla mostra no levantamento nacional. Foi também no estado que o deputado Nikolas Ferreira (PL) obteve, pela segunda eleição consecutiva, a maior votação individual do país — 3.119.318 votos, 27,41% dos votos válidos. No Senado mineiro, a vaga ficou com o atual deputado Domingos Sávio (PL), eleito com 24,21%, à frente da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), com 19,44%, resultado que segue a mesma direção já registrada na eleição para a Câmara alta.

O Maranhão, que também estava fora do levantamento do g1, já tem resultado fechado divulgado pela Agência Câmara de Notícias: o MDB elegeu cinco deputados federais no estado, o melhor desempenho entre as siglas, seguido pelo PL, com quatro. A Federação União-PP conquistou três vagas, e a Federação PT-PCdoB-PV, duas; PDT, Republicanos e as federações PSDB-Cidadania e PRD-Solidariedade fecharam com um deputado cada. Na eleição anterior, em 2022, o PL havia elegido quatro deputados no estado, seguido de PP, da Federação PT-PCdoB-PV e do União, com dois cada, enquanto MDB, Avante, PDT, Pode, PSC, Patriota e Republicanos tinham elegido um cada — o que marca a perda da liderança do PL para o MDB na bancada maranhense. O deputado reeleito Pedro Lucas Fernandes (União) foi o mais votado para a Câmara no estado, com 188.654 votos, 4,75% dos válidos, com 99,97% das urnas já apuradas. No Senado maranhense, foi eleito o atual deputado Fufuca (PP), com 21,43% dos votos válidos; a segunda vaga ficou com o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo), que obteve 20,61%. Já o governo do estado foi decidido ainda no primeiro turno: o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) foi eleito governador com 54,03% dos votos válidos.