A janela partidária de 2026 encerrou no último sábado (4) com vencedores e perdedores bem definidos. Podemos e PL ampliaram suas bancadas na Câmara dos Deputados, enquanto União Brasil e PDT cederam parlamentares para outras legendas.
O balanço ainda é parcial, compilado com dados dos partidos e da própria Câmara até a noite de terça-feira (7). O Podemos saltou de 16 para 27 deputados. O PL avançou de 87 para 97 parlamentares, segundo informações divulgadas pelo partido.
Quem ganhou e quem perdeu
A janela partidária é o período de um mês aberto em todo ano eleitoral para que deputados troquem de legenda sem perder o mandato. O prazo existe para acomodar os interesses dos parlamentares que vão concorrer ao pleito de outubro.
O Podemos foi o grande destaque do ciclo. A legenda quase dobrou sua bancada em trinta dias, passando de 16 para 27 nomes — crescimento de cerca de 69%. Já o PL, que já liderava a Câmara, consolidou ainda mais sua posição ao saltar de 87 para 97 parlamentares.
Com o encerramento do prazo na sexta-feira (3), os partidos já sabiam que a filiação partidária seria congelada a partir do sábado — e os números agora confirmam quem soube aproveitar melhor o período.
No lado oposto da balança, União Brasil e PDT saíram do ciclo com bancadas menores, perdendo parlamentares para outras legendas às vésperas da corrida eleitoral.
A estratégia por trás do crescimento do PL
O avanço do PL não foi resultado do acaso. O crescimento do partido não foi acidente: durante a janela, o PL utilizou ativamente sua chapa paulista — com Lucas Pavanato como puxador — como argumento para atrair deputados, e a estratégia rendeu frutos.
O levantamento divulgado até a noite de terça-feira (7) ainda é parcial. Os dados foram apurados pelos próprios partidos e pela Câmara dos Deputados, e o cenário final pode ser ajustado à medida que os registros oficiais são consolidados.
Com a filiação agora congelada, os deputados já sabem com qual bandeira disputarão outubro. Os partidos que cresceram na janela partem em vantagem: bancadas maiores significam mais tempo de TV, mais recursos do fundo eleitoral e maior peso nas negociações internas da Câmara até o pleito.