Mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar neste domingo (4), no primeiro turno das eleições 2026, que decide as disputas por presidente da República, governador, duas vagas no Senado, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas.
Do total, mais de 136 milhões têm o voto obrigatório e pouco mais de 22 milhões comparecem às urnas apenas se quiserem. Com o horário unificado, a Justiça Eleitoral deve começar a divulgar resultados a partir das 17h de Brasília.
Estão em disputa 1.682 cargos, segundo o TSE: presidente e vice-presidente da República, 27 governadores e vice-governadores, 54 senadores, 513 deputados federais, 1.035 deputados estaduais e 24 deputados distritais. Quem não for eleito neste domingo nas disputas majoritárias para presidente e governador vai a segundo turno em 25 de outubro.
Metade do país vota em cinco estados
São Paulo segue como o maior colégio eleitoral do Brasil, com 34.104.226 eleitores, seguido por Minas Gerais (16.377.659), Rio de Janeiro (12.857.000), Bahia (11.321.005) e Paraná (8.609.026). Somados, os cinco reúnem 83.268.916 pessoas — 52,45% do eleitorado nacional.
Os números confirmam o que o TSE já havia projetado em julho, quando divulgou os 158,7 milhões de eleitores aptos e apontou São Paulo como o maior colégio eleitoral do país.
Na comparação com 2022, o crescimento do eleitorado também foi desigual entre as regiões. O Norte teve a maior alta proporcional, de 12,56 milhões para 13,11 milhões de eleitores (+4,37%), seguido pelo Centro-Oeste (+3,97%), Nordeste (+2,69%) e Sul (+1,34%). O Sudeste foi a única região a registrar queda, de 66,71 milhões para 66,33 milhões de eleitores (-0,56%), mas ainda concentra 41,78% do eleitorado nacional. Entre os estados, Roraima teve o maior crescimento proporcional (9,63%), seguido por Tocantins (8,07%) e Mato Grosso (6,84%); São Paulo e Rio Grande do Sul foram os únicos a registrar variação negativa.
Fusos obrigam ajuste nos horários de votação
Estados fora do fuso de Brasília adiantam ou atrasam a abertura das seções para seguir a regra nacional. Em Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Roraima, a votação começa às 7h no horário local — 8h na capital federal.
Na maior parte do Amazonas o início também é às 7h, mas localidades que seguem o fuso do Acre abrem às 6h. Em Fernando de Noronha (PE), uma hora à frente de Brasília, os eleitores só votam a partir das 9h.
Menos jovens no cadastro, mais eleitores fora do país
A Justiça Eleitoral registra 3.571.159 eleitores com até 18 anos, o equivalente a 2,25% do total. Em 2022 eram 4.177.627 — perda de 606.468 registros, queda de 14,52%. O Nordeste concentra o maior contingente nessa faixa, com 1.315.104 jovens (3,02% do eleitorado regional), à frente do Sudeste (1.074.280), do Norte (478.070), do Sul (410.993) e do Centro-Oeste (283.436). O voto é obrigatório a partir dos 18 anos e facultativo para quem tem 16, 17 ou mais de 70.
O mesmo levantamento do TSE que mostrou a queda de jovens eleitores revelou o movimento inverso no outro extremo: o eleitorado com mais de 60 anos cresceu 13,9% e já responde por quase um quarto do eleitorado nacional.
O eleitorado de 2026 também é majoritariamente feminino: as mulheres somam 83,88 milhões de eleitoras, 52,84% do total, ante 52,65% em 2022. Os homens somam 74,85 milhões, alta de 1,08% em relação ao pleito anterior. Por faixa etária, a maior concentração está entre 40 e 44 anos, com 15,99 milhões de eleitores (10,08% do total), seguida pelas faixas de 45 a 49 anos (15,27 milhões) e de 35 a 39 anos (15,26 milhões).
Lisboa dá o maior salto
Fora do Brasil, são 918,9 mil eleitores registrados e aptos, 31,8% acima dos 697,1 mil de 2022. Lisboa teve o maior crescimento entre as cidades, de 45,3 mil para mais de 78 mil aptos (74,1%), e os Estados Unidos seguem como o país com mais brasileiros cadastrados: 265.437, contra 182.986 há quatro anos. Portugal (143.797) e Japão (88.366) completam o top 3 de países com mais eleitores brasileiros no exterior. O avanço acompanha a expansão da diáspora brasileira, que já soma 5,1 milhões de pessoas no exterior.