A Universidade de São Paulo (USP) entrou pela primeira vez no grupo das 150 melhores instituições do mundo no ranking mundial de universidades da Times Higher Education (THE). Na edição divulgada em 29 de setembro, a universidade aparece na 141ª posição.
É a melhor colocação da instituição desde que a consultoria britânica começou a publicar o levantamento, em 2012. No ano passado, a USP estava na faixa entre o 201º e o 250º lugar.
Um salto de dezenas de posições em um ano
O avanço tira a USP das faixas largas em que o ranking agrupa instituições fora da elite e a coloca entre as universidades listadas uma a uma. Com o resultado, ela passa a ser a melhor universidade ibero-americana da classificação.
“Com grande satisfação recebemos o resultado do ranking THE World University que, mais uma vez, destaca a liderança da USP entre as universidades ibero-americanas e a posiciona entre as 141 melhores instituições de ensino superior do mundo”, afirmou o reitor Aluisio Segurado, em declarações divulgadas pelo g1. Para ele, o desempenho é fruto do trabalho de estudantes, servidores e docentes.
Como a classificação é montada
A edição deste ano avaliou 2.297 instituições de ensino superior de 118 países, a partir de 18 indicadores distribuídos em cinco grandes eixos. Oxford lidera a lista, seguida pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT); Princeton e Stanford empatam na terceira colocação, e sete das dez primeiras são dos Estados Unidos.
Vale lembrar que nem todo levantamento conta a mesma história: em junho, o CWUR havia colocado a USP na 119ª posição global, em meio à queda de 87% das universidades brasileiras avaliadas.
As outras brasileiras da lista
Depois da USP, a Unicamp aparece no grupo entre a 326ª e a 350ª posições. A UFRJ ficou entre o 601º e o 650º lugar, e a Unesp, entre o 651º e o 700º. Ao todo, 58 instituições brasileiras foram classificadas nesta edição — e o país concentra as melhores colocações da América Latina.
A coordenadora do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (Egida), Renata Eloah de Lucena Ferretti-Rebustini, atribui parte do avanço a um trabalho sistemático sobre a qualidade e a completude dos dados institucionais reportados, incluindo o registro de recursos captados junto a fundações de apoio e agências de fomento.
“Mais do que buscar melhores posições nos rankings, nosso trabalho é assegurar que a dimensão, a qualidade e o impacto das atividades desenvolvidas pela USP estejam adequadamente representados pelos dados que fornecemos”, disse a coordenadora.
O resultado não veio isolado
No QS World University, a USP foi a brasileira mais bem classificada, na 133ª posição. Já no ARWU, produzido pela chinesa Shanghai Ranking Consultancy, ficou entre a 101ª e a 150ª colocações — em agosto, o Ranking de Xangai já havia posicionado a universidade nessa mesma faixa, antecipando o patamar agora confirmado.
No THE by Subject, a instituição liderou entre as brasileiras nas 11 áreas avaliadas e entrou no top 100 mundial em quatro delas: Direito (52ª), Educação (61ª), Medicina e Saúde (81ª) e Artes e Humanidades (96ª).