A Universidade de São Paulo (USP) segue como a melhor universidade da América Latina, aparecendo na faixa entre as 150 melhores do mundo no Ranking de Xangai de 2026, divulgado neste sábado (15). Outras 13 instituições brasileiras figuram entre as mil melhores do planeta.
No topo mundial, Harvard lidera a lista, seguida por Stanford e pelo MIT. A China é o país com mais instituições listadas, somando 234, mas os Estados Unidos preservam a vantagem no top 100, com 37 universidades.
Critérios que definem o ranking
Criado em 2003 pela consultoria independente Shanghai Ranking Consultancy, o ranking de Xangai avalia principalmente indicadores de pesquisa científica, como o número de prêmios Nobel e medalhas Fields conquistados por ex-alunos e professores, a quantidade de pesquisadores altamente citados e o volume de publicações em revistas de referência, como Nature e Science. Por privilegiar a produção acadêmica e não a qualidade do ensino, a metodologia é alvo recorrente de críticas no meio acadêmico.
No comparativo entre países, a China lidera em número de instituições listadas, com 234 universidades, contra 187 dos Estados Unidos. Ainda assim, os americanos preservam a vantagem qualitativa: são 37 universidades no top 100, ante 16 chinesas.
A permanência da USP na mesma faixa do ranking de Xangai contrasta com o desempenho brasileiro em outras classificações internacionais. Como mostrou o Tropiquim, a liderança regional da USP é consistente com sua trajetória histórica, mas no ranking CWUR a universidade recuou para a 119ª posição em 2026, reflexo de anos de subinvestimento em pesquisa. Levantamento divulgado em junho já apontava que 87% das universidades brasileiras perderam posições em outro ranking mundial, sinal de que a estabilidade da USP esconde fragilidades estruturais no restante do sistema.
No Reino Unido, Cambridge e Oxford aparecem na quarta e na sétima posições do ranking mundial, respectivamente, mantendo o país como a segunda força mais consistente no topo da lista, atrás apenas dos Estados Unidos.
França amplia presença entre as mil melhores
A França também ampliou sua participação no ranking de 2026. Com 27 instituições entre as mil melhores universidades do mundo, o país ganhou uma posição em relação ao ano anterior e passou a ocupar o 10º lugar entre as nações mais representadas na lista.
Paris-Saclay segue à frente das universidades francesas
A Universidade Paris-Saclay segue como a melhor instituição francesa, na 13ª colocação mundial — a primeira posição do ranking ocupada por uma universidade que não é americana nem britânica. As universidades Paris Sciences et Lettres (PSL) e Paris Cité avançaram no período e agora aparecem na 33ª e na 57ª posições, respectivamente, enquanto a Sorbonne recuou para o 55º lugar.
Segundo o Ministério francês do Ensino Superior, o resultado confirma o fortalecimento da pesquisa científica e da visibilidade internacional das universidades do país, em meio à disputa por relevância acadêmica global.