O plenário do Tribunal Superior Eleitoral decide nesta quinta-feira (24) se José Roberto Arruda (PSD) segue como candidato ao governo do Distrito Federal.
Em julgamento aberto às 10h, com transmissão ao vivo, os ministros analisam o recurso do político contra a decisão do TRE-DF que indeferiu seu registro de candidatura.
Do indeferimento ao recurso
O processo 0600957-40.2026.6.07.0000 é um dos itens da pauta do colegiado. Nele, a defesa tenta derrubar o entendimento do tribunal regional e manter de pé a candidatura do PSD ao Executivo do Distrito Federal.
A queda de braço começou em agosto, quando o MPF pediu à Justiça Eleitoral que barrasse a candidatura de Arruda, sustentando inelegibilidade de 12 anos a partir de sete condenações por improbidade administrativa.
Dias depois, o MPF reiterou o pedido de impugnação e rejeitou o argumento da defesa de que o prazo de inelegibilidade deveria ser unificado a partir da primeira condenação, em 2014. A contagem desse prazo é o nó jurídico que chega agora à mesa dos ministros.
O que a decisão define para a corrida no DF
Até o plenário concluir a análise, a candidatura permanece sem respaldo na Justiça Eleitoral: o registro foi negado na instância regional, e apenas uma reversão no TSE recoloca o nome do PSD em situação regular na disputa pelo governo de Brasília.
O caso é julgado em sessão transmitida ao vivo, o que expõe em tempo real uma etapa normalmente técnica do calendário eleitoral — a validação dos registros de candidatura, exigência que antecede qualquer contagem de votos em outubro.
Nomes com registro indeferido em primeira instância costumam permanecer na disputa enquanto recorrem, mas a definição do tribunal superior é o ponto final da via eleitoral.