Um ciclone extratropical avança pelo Sul do Brasil nesta sexta-feira (11) e amplia a área sob risco de tornados no Centro-Sul do país, segundo a Climatempo.
O fenômeno se soma a uma atmosfera já instável, que provocou tornados em Francisco Alves e Espigão Alto do Iguaçu, no Paraná, entre quarta (9) e quinta-feira (10).
Diante do avanço do sistema, o Inmet mantém avisos de tempestade para oito estados nesta sexta, com risco de chuva superior a 100 mm e ventos acima de 100 km/h.
O ciclone extratropical que avança pelo Sul do Brasil se soma a dois fatores que já vinham favorecendo o tempo severo no Centro-Sul: a corrente de jato, que intensifica as correntes de vento em altitude, e os cavados, áreas alongadas de baixa pressão que ajudam na formação de nuvens de tempestade.
Como se forma uma supercélula
A combinação desses elementos favorece a formação de supercélulas, tempestades com uma corrente de ar em rotação no interior da nuvem capazes de gerar chuva forte, granizo, ventania e tornados. Segundo a Climatempo, norte de Santa Catarina, todo o Paraná, sul de São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul estão na área de maior risco nesta sexta-feira.
Há menos de um mês, um ciclone semelhante formado entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai já havia gerado alertas de vendaval para o Sudeste e temporais em toda a Região Sul.
Alerta do Inmet para oito estados
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém aviso de grande perigo para tempestades nesta sexta-feira, com previsão de mais de 100 milímetros de chuva por dia e ventos superiores a 100 km/h no extremo norte do Rio Grande do Sul e no centro-oeste de Santa Catarina e do Paraná. Há risco de alagamentos e queda de árvores.
Previsão pelo país
No Sudeste, São Paulo, Rio de Janeiro e o sul de Minas Gerais e do Espírito Santo têm chuva e trovoadas previstas para a sexta. No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul concentra a instabilidade, com chuva no centro-sul e leste do estado, enquanto Goiás deve registrar chuva no extremo sul.
Já no Norte e no Nordeste, o tempo deve ficar mais estável, com pancadas concentradas nas áreas litorâneas e predomínio de sol no interior.
Em março, a mesma combinação de ciclone extratropical e frente fria já havia colocado o Sul em alerta vermelho, com ventos acima de 100 km/h e chuvas que se espalharam pelo resto do país.