Política

MP Eleitoral abre apuração contra Renan Santos por abuso de poder

Investigação mira atraso na divulgação de redes sociais e possível captação ilícita na campanha do Missão
Investigação por abuso de poder Renan Santos: candidato diante do Tribunal Superior Eleitoral

O Ministério Público Eleitoral (MPE) abriu nesta sexta-feira (4) uma apuração preliminar contra o candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, por eventual abuso de poder e captação ilícita de recursos para fins eleitorais.

O processo foi comunicado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, e decorre do atraso de 12 dias no registro completo das redes sociais usadas pela campanha.

Suspensão e liberação da campanha digital

O caso tem origem no processo de registro de candidatura de Renan Santos, sob relatoria do ministro Dias Toffoli. Em 29 de agosto, Toffoli identificou que a chapa do Missão havia declarado 18 contas em redes sociais fora do prazo e chegou a suspender o julgamento da candidatura de Renan Santos no TSE, retirando o tema da pauta.

Dias depois, o ministro determinou a suspensão de parte da campanha digital do candidato, sob o argumento de que a demora em informar todos os endereços eletrônicos comprometia a isonomia entre os postulantes. No dia seguinte, porém, Toffoli recuou e liberou as postagens.

Foi esse episódio de atraso que motivou a representação do MPE protocolada no TSE. Em manifestação apresentada na última terça-feira (2), Bravo Barbosa informou as medidas já adotadas pelo órgão e citou uma “notícia de fato” — processo de apuração preliminar aberto na Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE).

Defesa quer apuração para todos os candidatos

Segundo o documento do MPE, a instauração do procedimento administrativo busca “assegurar a adequada apuração da repercussão das irregularidades em questão”, e o processo já está em fase de instrução probatória.

A defesa de Renan Santos afirmou à TV Globo que vai apresentar ao TSE, nos próximos dias, uma representação pedindo que a mesma apuração seja estendida a todos os candidatos que também deixaram de informar as redes sociais no momento do registro de candidatura. A equipe pretende ainda levar o pedido à PGE, na forma de uma notícia de fato.

“Tem que apurar para todo mundo igual”, disse Rollo, integrante da defesa do candidato.

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