A Anvisa determinou nesta quarta-feira (2) a interdição cautelar de um lote da água mineral Vitoriosa após identificar coliformes totais em análise microbiológica. A medida, publicada nesta data, atinge apenas o lote 110426L5, da GEPF Agro Indústria Ltda.
O resultado insatisfatório foi apontado pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, no Rio de Janeiro, que identificou a presença das bactérias em amostra de 250 mL do produto.
De acordo com a Anvisa, a amostra do lote apresentou coliformes totais em 250 mL de água — resultado considerado insatisfatório para um produto de consumo direto. Coliformes totais são um grupo de bactérias usado como indicador das condições sanitárias de alimentos e bebidas, e a presença delas pode apontar falhas de higiene, processamento ou armazenamento ao longo da produção.
O que diz a resolução da Anvisa
A agência não informa se outras bactérias foram encontradas na mesma amostra nem menciona relatos de pessoas que tenham passado mal após consumir a água Vitoriosa. A interdição é cautelar, ou seja, uma medida preventiva adotada enquanto o caso ainda é apurado — o lote 110426L5 não pode ser comercializado enquanto a medida estiver em vigor, que passou a valer nesta quarta-feira (2), data de sua publicação.
Vale destacar que a detecção de coliformes totais não significa, por si só, contaminação por bactérias de origem fecal ou causadoras de doenças. Testes complementares são necessários para identificar com precisão o tipo de contaminação presente na água.
Não é a primeira vez que a Anvisa recorre a esse tipo de indicador para retirar um produto do mercado: em julho, coliformes acima do limite motivaram o recolhimento de um lote de queijo minas artesanal Militão da Canastra, mesma família de bactérias identificada agora na água mineral.
Sequência de casos com água mineral em 2026
A interdição da Vitoriosa é mais um episódio de uma sequência de ações da Anvisa contra águas minerais neste ano. Em julho, a agência já havia determinado o recolhimento de lotes da marca Mamba Water após identificar bactérias associadas à Ypê e à Crystal. Em junho, foi a vez da Crystal, com 374 mil garrafas recolhidas após a detecção de Pseudomonas aeruginosa.
Até a publicação desta reportagem, a GEPF Agro Indústria Ltda., fabricante da Vitoriosa, não havia se manifestado publicamente sobre a interdição do lote 110426L5. O caso segue em apuração pela Anvisa, e a expectativa é que a empresa esclareça as causas da contaminação identificada pelo laboratório Noel Nutels.