Estudantes com contratos do Fies firmados até 2017 e em fase de amortização têm até 16 de setembro para renegociar a dívida pelo Desenrola Fies 2026, com descontos que chegam a 99% para quem está inadimplente.
A adesão é feita pelo app do Banco do Brasil, pelo portal sifesweb.caixa.gov.br ou em agências dos bancos responsáveis pelo contrato, conforme a instituição financeira que concedeu o financiamento.
Quem pode aderir à renegociação
Podem participar do Desenrola Fies os estudantes com contratos firmados até 2017 que estavam na fase de amortização em 4 de maio de 2026, data de referência da iniciativa. A regra vale tanto para quem está com as parcelas em dia quanto para quem acumula atrasos.
Ficam de fora do programa os contratos assinados a partir de 1º de janeiro de 2018, além daqueles ainda nas fases de utilização ou de carência, quando o aluno está cursando a graduação ou no período que antecede o início dos pagamentos.
Descontos variam conforme o perfil
O percentual de redução muda de acordo com a situação de cada contrato e o tempo de atraso da dívida. Débitos vencidos há mais de 90 dias podem ser quitados à vista ou parcelados, sempre considerando 4 de maio como referência para calcular a situação. Como o Tropiquim mostrou quando o programa foi lançado, quem tem dívida vencida há mais de um ano pode chegar a 99% de desconto.
Já os adimplentes contam com um benefício mais modesto: 12% de abatimento no saldo devedor, disponível apenas para quem optar pelo pagamento à vista. No parcelamento, o desconto recai somente sobre juros e multas, não sobre o valor principal da dívida.
Bastidores e repercussão
A renegociação começou em 13 de maio e é operada pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, instituições que administram os contratos do Fies. O pedido deve ser feito diretamente com o banco responsável pelo financiamento de cada estudante.
A iniciativa integra o Desenrola Brasil 2.0 e faz parte da promessa do governo federal de gerar um alívio bilionário a partir da quitação de dívidas atrasadas — a expectativa inicial era beneficiar mais de 1 milhão de estudantes.
A diferença de tratamento entre quem pagou em dia e quem ficou inadimplente já gerou reação. Como o Tropiquim noticiou, estudantes adimplentes cobram no Congresso um desconto equivalente ao dos inadimplentes, alegando que os 12% de abatimento ficam muito aquém dos 99% oferecidos a quem atrasou o pagamento.
Há ainda uma condição para quem renegocia: o estudante fica proibido de apostar online enquanto mantiver a dívida renegociada, sob risco de perder o desconto caso deixe de pagar três parcelas seguidas.