Economia

Governo anuncia linha de crédito para informais no Desenrola 2.0 até junho

Ministro Durigan revelou o plano nesta quarta-feira; programa atual não contempla quem trabalha sem carteira assinada
Ministro Dario Durigan com logos de bancos brasileiros no Desenrola 2.0 crédito para trabalhadores informais

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta quarta-feira (6) que o governo federal estuda criar uma linha de crédito específica para trabalhadores informais dentro do Desenrola 2.0.

O lançamento está previsto para o fim de maio ou início de junho. A informação foi divulgada em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, produção da Secom e da EBC.

Como funciona o Desenrola 2.0 atual

Lançado por Medida Provisória na segunda-feira (4), o Desenrola 2.0 atende brasileiros com renda mensal de até cinco salários mínimos — R$ 8.105 — que acumulam dívidas bancárias em atraso.

O programa cobre pendências contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos, nas modalidades cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). Os bancos fazem novos empréstimos para substituir essas dívidas junto ao sistema financeiro.

Outra possibilidade é usar até 20% do saldo do FGTS — ou R$ 1 mil, o que for maior — para quitar parte ou a totalidade do débito. O programa já nasceu com perdão automático de dívidas de até R$ 100 e com a liberação do FGTS como ferramenta de quitação, dois dos seus pilares centrais, e agora projeta uma segunda frente voltada a quem trabalha sem vínculo formal.

Bancos ainda ajustam sistemas para operar

As instituições financeiras consultadas confirmaram adesão ao Desenrola 2.0, mas ainda aguardavam definições operacionais para dar início às renegociações. Os bancos estão adaptando seus processos internos para viabilizar a implementação das novas regras estabelecidas pela Medida Provisória.

A nova frente para trabalhadores informais é anunciada apenas um dia após os bancos iniciarem as operações do programa, com a infraestrutura liberada na terça-feira (5). A expansão pode ampliar consideravelmente o alcance de um programa que, na configuração atual, exige comprovação de renda mensal.

O acesso ao Desenrola 2.0 é feito pelos canais oficiais das próprias instituições financeiras — aplicativos, sites ou agências presenciais. O objetivo declarado do governo é reduzir o endividamento das famílias e reorganizar o acesso ao crédito no país.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Desenrola 2.0 já acumula quase R$ 1 bilhão em dívidas renegociadas

Bancos aderem ao Desenrola 2.0, mas nenhum confirma data para renegociar

Fies libera renegociação de dívidas com descontos de até 99%

Desenrola Fies proíbe apostas para quem renegociar dívida estudantil

FGTS libera R$ 8,4 bi para demitidos que fizeram saque-aniversário

Golpe usa site falso do Desenrola 2.0 para cobrar taxas via Pix