Saúde

Vacinas testam frear câncer de intestino antes que ele se forme

Pesquisas nos EUA e no Reino Unido miram síndrome de Lynch, que eleva risco de tumor colorretal em até 80%
Big Ben e bandeira dos EUA representam a pesquisa de vacina contra câncer de intestino no Reino Unido e EUA

Cientistas dos Estados Unidos e do Reino Unido testam ao menos três vacinas experimentais para impedir que o câncer de intestino se forme em pessoas com síndrome de Lynch, alteração genética hereditária que atinge cerca de 1 em cada 279 pessoas.

Em um estudo inicial com 45 voluntários, a vacina da suíça Nouscom reduziu lesões pré-cancerosas e eliminou pólipos em parte dos pacientes, incluindo a médica Stacy Norton, que perdeu a mãe para a doença aos 7 anos.

Como as vacinas atuam

A síndrome de Lynch compromete os genes de reparo de incompatibilidade do DNA, responsáveis por corrigir erros que surgem quando as células se multiplicam. Sem esse reparo, alterações se acumulam e podem formar tumores muitas vezes antes dos 50 anos, elevando o risco de câncer colorretal para até 80% — ante 5% na população em geral.

As vacinas em teste não combatem vírus, como as de HPV e hepatite B já usadas contra o câncer, mas ensinam o sistema imunológico a reconhecer proteínas anômalas produzidas por lesões pré-cancerosas. A vacina da Nouscom, testada pelo MD Anderson Cancer Center, mira 209 alterações típicas dessas lesões e já mostrou aumento da atividade de células T capazes de eliminar tumores.

Pesquisadores de Oxford avaliam uma vacina de RNA mensageiro da Moderna, mesma tecnologia usada contra a Covid-19. Dois dias antes de o estudo britânico avançar, Merck e Moderna já haviam anunciado resultados positivos de outra vacina anticâncer baseada em mRNA, contra o melanoma. Um terceiro imunizante, o Tri-Ad5, da ImmunityBio, é comparado a placebo em estudo que busca outros marcadores ligados ao câncer.

Diagnóstico ainda é raro

Cerca de 1 milhão de americanos têm síndrome de Lynch, mas a maioria não sabe disso. Segundo o oncologista Eduardo Vilar-Sanchez, do MD Anderson, mais diagnósticos devem surgir à medida que testes genéticos passam a ser discutidos com famílias que registram casos de câncer recorrente ou tumores em idades jovens. Um estudo em hospitais públicos brasileiros já havia identificado mutações nos genes MLH1, MSH6 e PMS2 — os mesmos afetados na síndrome — em 1 a cada 10 pacientes com câncer, tumores que respondem melhor à imunoterapia.

Além do intestino, a síndrome aumenta o risco de câncer de endométrio, pâncreas, estômago, ovário e alguns tumores de pele e cérebro. Se os resultados se confirmarem em estudos maiores, a expectativa de Vilar-Sanchez é reduzir a dependência de colonoscopias anuais, hoje a principal defesa dos pacientes. Sintomas como sangue nas fezes, alterações persistentes no intestino e perda de peso sem explicação devem ser investigados independentemente da idade.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Brasil promove Dia D de vacinação infantil neste sábado

Brasil promove Dia D de vacinação infantil neste sábado (22)

TRF1 anula resolução que permitia harmonização facial por dentistas

Vacina de mRNA contra o câncer passa do melanoma para outros tumores

Dois brasileiros morrem em queda de plataforma em Sintra, Portugal

Anvisa alerta para venda de receitas milagrosas criadas por IA