Charles Evangelista dos Santos e Irídio Gomes da Silva, brasileiros, morreram nesta quarta-feira (19) após a queda de uma plataforma em Sintra, cidade turística perto de Lisboa, em Portugal.
Os dois pintavam a fachada dos fundos de um prédio quando o equipamento despencou de uma altura equivalente a sete andares, atingindo três veículos estacionados na rua.
Obra funcionava sem autorização da prefeitura
De acordo com o jornal português Diário de Notícias, as autoridades de Sintra confirmaram que a obra não possuía a licença necessária para ocupação da via pública. A queda da plataforma interrompeu o trânsito na rua e comprometeu a segurança de pedestres e motoristas que passavam pelo local no momento do acidente.
A agência de notícias Lusa apurou que a prefeitura sequer havia sido informada sobre o início dos trabalhos na fachada do prédio. Segundo a reportagem, também foram identificadas possíveis violações na execução da obra, o que reforça as suspeitas de que o serviço era realizado fora dos padrões exigidos pela legislação portuguesa.
Charles Evangelista dos Santos e Irídio Gomes da Silva estavam na parte de trás do edifício, área menos visível a partir da rua, no momento em que a estrutura cedeu e desabou sete andares até o solo.
Autoridades vão investigar condições de segurança
As autoridades portuguesas abriram investigação para apurar as causas da queda da plataforma e verificar se as condições de segurança do trabalho eram respeitadas no canteiro de obras. O inquérito deve analisar também eventuais responsabilidades pela ausência de licenciamento e pela falta de comunicação à prefeitura sobre o início do serviço.
O caso repercutiu na imprensa portuguesa, com cobertura do Diário de Notícias e da agência Lusa, e reacende o debate sobre a segurança de trabalhadores brasileiros empregados no setor da construção civil em Portugal, destino que recebe grande número de imigrantes brasileiros em busca de oportunidades de trabalho.