Saúde

Saúde estabelece novas regras de fiscalização para o Farmácia Popular

Portaria cria níveis de risco e prevê suspensão de pagamentos a farmácias irregulares
Fachada do Ministério da Saúde em Brasília ilustra as novas regras do Farmácia Popular

O Ministério da Saúde publicou nesta terça-feira (12) uma portaria com novas regras para o Programa Farmácia Popular, ampliando os critérios de participação e o monitoramento das farmácias credenciadas.

A norma, publicada no Diário Oficial da União, entra em vigor na data de publicação e cria quatro classificações de risco que podem levar à suspensão de pagamentos às farmácias.

Regras de adesão e monitoramento

Segundo a portaria, a participação das farmácias no Farmácia Popular passa a ser renovada a cada dois anos, com adesão individual para cada unidade física, vinculada ao CNPJ do estabelecimento. O texto determina que o monitoramento do programa priorize meios eletrônicos, análise automatizada de dados e integração de sistemas, com o objetivo de reduzir procedimentos burocráticos e aumentar a eficiência e a rastreabilidade das operações.

A norma cria quatro classificações de risco para as situações identificadas na fiscalização. Nos casos enquadrados como risco alto ou muito alto, o Ministério da Saúde poderá adotar como medida cautelar a suspensão da conexão da farmácia ao programa e dos respectivos pagamentos. As farmácias credenciadas também passam a ser obrigadas a manter os registros das operações por cinco anos.

Penalidades por descumprimento

Estabelecimentos que descumprirem as regras estão sujeitos a advertência, multa, bloqueio temporário de três a seis meses e cancelamento da participação no programa. As multas variam de 2% a 20%, conforme a gravidade da irregularidade, calculadas sobre o valor da irregularidade ou sobre o faturamento anual da farmácia no programa.

Contexto: fiscalização mais rígida desde março

A portaria chega após uma sequência de ações de controle sobre o programa. Em março, o Ministério da Saúde já havia suspendido 94 farmácias por prescrições atípicas e descredenciado mais de 9 mil estabelecimentos durante um processo de atualização cadastral do Farmácia Popular.

A norma publicada nesta terça mantém o prazo de validade das prescrições utilizadas no programa em 180 dias. Para contraceptivos, o prazo é maior: 365 dias, regra que já vigorava e foi preservada na nova portaria.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Ministério suspende 94 farmácias por prescrições atípicas no Farmácia Popular

Fazenda obriga publicidade de bets a alertar sobre risco de dependência

Senacon fiscaliza transparência de preços em apps de transporte e delivery

Governo cria novas regras para plataformas de apostas online

CMED limita preço de novos medicamentos ao menor valor cobrado no exterior

MEC abre supervisão e corta vagas em cursos de Medicina após Enamed