Política

Comissão aprova suspensão de CNH por 10 anos para motorista bêbado que matar

Proposta prevê multa de até 50 vezes a penalidade e ainda precisa passar pela CCJ e ser votada no Congresso
Mão segura CNH com plenário da Câmara ao fundo, representando a suspensão de CNH por 10 anos

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (12), parecer favorável a um projeto de lei que endurece as punições para motoristas embriagados que causarem acidentes com morte.

O texto prevê suspensão da CNH por 10 anos e multa 50 vezes maior que a penalidade padrão para quem dirigir sob efeito de álcool e se envolver em sinistro fatal. Para vítimas com invalidez permanente, a multa é de 20 vezes e a suspensão, de cinco anos.

A proposta, do deputado Gilvan Maximo (Republicanos-DF) e relatada por Marcos Tavares (PDT-RJ), altera o Código de Trânsito Brasileiro e ainda passará pela CCJ antes de ir a votação no Congresso.

Regras para aplicação da pena

Para que as punições previstas no projeto sejam aplicadas, o texto exige que o motorista tenha se envolvido em um sinistro nas circunstâncias descritas na lei e que sua responsabilidade pelo acidente tenha sido comprovada.

O relator Marcos Tavares (PDT-RJ) apresentou substitutivo ao texto original de Gilvan Maximo (Republicanos-DF), que previa multa de até 100 vezes a penalidade padrão. No parecer aprovado pela comissão, a multa para acidentes com morte ficou fixada em 50 vezes, mantendo a suspensão de 10 anos da habilitação.

Óbitos por álcool voltam a subir

A proposta chega em meio a um cenário de reversão parcial dos avanços da Lei Seca, em vigor desde 2008 com tolerância zero para quem bebe e dirige. Levantamento do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), divulgado em junho de 2026, mostra que a taxa de mortes no trânsito associadas ao consumo de álcool caiu 19,5% no Brasil entre 2010 e 2024 — mas o ritmo de queda perdeu força nos últimos anos.

Em 2024, último ano com dados consolidados, o país registrou 13.075 óbitos ligados à combinação de bebida e direção, alta de 6,2% em relação a 2023. Já em 2025 foram contabilizadas 102.440 internações decorrentes desses episódios, aumento de 1,9% no comparativo anual.

O endurecimento das penas administrativas acompanha um movimento mais amplo no Congresso. Em maio, a mesma Comissão de Viação e Transportes já havia aprovado o PL 276/26, que ampliou para dez anos a suspensão da CNH por homicídio culposo no trânsito — o novo projeto vai além ao mirar especificamente o motorista embriagado.

Na esfera penal, o Senado já havia aprovado, em agosto de 2025, projeto que torna inafiançável o homicídio no trânsito cometido por motoristas sob efeito de álcool ou envolvidos em rachas.

Mas o apetite legislativo por penas mais rígidas contrasta com a prática: levantamento de 2025 mostrou que o número de suspensões de CNH caiu mais de 20% desde 2022, mesmo com o aumento de multas e mortes no trânsito. Para virar lei, o projeto aprovado nesta quarta ainda precisa passar pela CCJ e ser votado pelo Congresso.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Câmara aprova suspensão de CNH por 10 anos para quem matar no trânsito

Senado aprova projeto que torna inafiançável homicídio no trânsito por motoristas bêbados ou em rachas

Comissão da Câmara aprova suspensão de CNH para uso de óculos inteligentes ao volante

Congresso aprova renovação automática da CNH, mas mantém exame médico obrigatório

Suspensão de CNHs cai apesar do aumento de multas e mortes no trânsito

Câmara aprova projeto que transforma escapamento barulhento em infração gravíssima