Ciência

Embrapa lança nova cultivar de braquiária para elevar peso do boi

BRS Carinás chega para romper 60 anos de domínio de uma única cultivar no mercado brasileiro
Embrapa lança nova cultivar de braquiária para elevar o peso dos bovinos no Brasil

A Embrapa lançou em 2026 a BRS Carinás, nova cultivar de braquiária (Brachiaria decumbens) desenvolvida para a formação de pastagens no Brasil, espécie de capim muito usada na alimentação do gado no Centro-Oeste do país.

A novidade encerra um período de 60 anos em que a Basilisk era a única cultivar comercial dessa espécie disponível aos pecuaristas brasileiros.

Segundo a Embrapa, a nova cultivar elevou o ganho de peso bovino para 13,3 arrobas por hectare ao ano, ante 11,9 arrobas com a Basilisk — alta de cerca de 12% na produtividade.

O capim mais usado no país ganha nova opção

A Brachiaria decumbens, popularmente chamada de braquiarinha, é uma das espécies de capim mais utilizadas na pecuária brasileira, reconhecida pela resistência e amplamente presente em propriedades do Centro-Oeste. Por cerca de 60 anos, a Basilisk foi a única cultivar comercial dessa espécie disponível para os produtores rurais, o que limitava as opções de manejo e melhoramento das pastagens.

Com o lançamento da BRS Carinás, a Embrapa oferece pela primeira vez em seis décadas uma alternativa comercial dentro da mesma espécie. De acordo com a instituição, avaliações a campo indicaram ganho de peso bovino de 13,3 arrobas por hectare ao ano com a nova cultivar, ante 11,9 arrobas ao ano registradas com a Basilisk — uma diferença de produtividade de aproximadamente 12%.

O que muda para o produtor

O ganho de produtividade por hectare tende a ser especialmente relevante para pecuaristas que dependem da braquiarinha como base alimentar do rebanho, já que a mesma área de pastagem passa a sustentar mais arrobas de peso vivo por ano. Na prática, isso pode reduzir a necessidade de expansão de área para manter ou aumentar a produção de carne.

A Embrapa disponibilizou material completo sobre a BRS Carinás para orientar produtores e técnicos na adoção da nova cultivar, incluindo recomendações de manejo. A expectativa é que a chegada de uma segunda opção comercial de braquiária amplie a competição entre cultivares e estimule novos investimentos em melhoramento genético de pastagens no país.

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