Política

Aliados de Lula tentam esvaziar investigações da PF contra Lulinha na eleição

Deputados petistas chamam suspeitas de tráfico de influência de 'café requentado' e apontam risco maior a Flávio Bolsonaro
Lulinha e o tráfico de influência investigado pela Polícia Federal nas eleições 2026

Aliados do presidente Lula minimizaram o impacto eleitoral dos dois inquéritos abertos pela Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, suspeito de tráfico de influência no escândalo de fraudes do INSS.

Durante a convenção nacional do PT em São Paulo, o deputado federal Reginaldo Lopes (MG) chamou as investigações de “invenção eleitoral” e disse que o tema corrupção deve pesar mais sobre a campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

O que motivou os inquéritos

As investigações contra Lulinha foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois que a Polícia Federal apurou que o filho do presidente teria facilitado o acesso do lobista Careca do INSS ao Ministério da Saúde para negócios milionários envolvendo cannabis medicinal.

Nos bastidores, porém, integrantes do PT e de partidos aliados avaliam que ainda não há prova determinante de tráfico de influência por parte de Lulinha. É esse argumento que sustenta a estratégia de tratar o caso como desgaste político, e não como risco jurídico imediato.

A abertura dos inquéritos também expôs uma crise institucional entre a Polícia Federal e o gabinete do relator André Mendonça, que já se arrastava havia meses e ganhou novo capítulo com o avanço das apurações.

Divergências dentro da base aliada

Nem todos os aliados minimizam o caso do mesmo jeito. O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), integrante da CPMI do INSS, reconhece que investigações envolvendo lideranças do PT “serão aproveitadas pelas campanhas rivais”, mas afirma não haver indícios de irregularidades cometidas por Lulinha. “O adversário não pode ser subestimado. Ele tem apoios importantes, sobretudo no Sudeste e no Sul. Não será uma eleição tranquila, será complexa”, disse ao g1.

Já a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) defende que as investigações policiais não devem impactar a campanha de Lula à reeleição.

O próprio presidente seguiu direção oposta à dos aliados: Lula afirmou que o filho não terá tratamento privilegiado caso seja formalmente acusado, associando o episódio ao que viveu durante a Operação Lava Jato.

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