O PT acionou o TSE nesta quinta-feira (30) contra o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. A legenda diz que o senador amplifica uma rede de perfis anônimos que atacam Lula com uso de inteligência artificial e pede sua responsabilização.
A ação foi protocolada pela Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB e PV, e teve como relator sorteado o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.
Quem compõe a rede apontada pelo PT
Segundo a representação, a rede é integrada por Léo Índio, primo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, e conta com apoio dos deputados Mário Frias (PL-SP), Gustavo Gayer (PL-GO) e Gilvan da Federal (PL-ES), além do pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro André Marinho (Novo).
A peça pede a responsabilização individual de cada político citado, com aplicação de multas por publicação.
Na representação, a federação argumenta que o problema não está em uma postagem isolada, mas no efeito cumulativo da coordenação entre os perfis: “o volume de publicações e a multiplicação de alcance entre perfis coligados fazem com que narrativas ofensivas se repitam, sob formatos levemente variados, até se impregnarem no imaginário coletivo”.
Segundo capítulo em uma semana de batalha judicial
A ação chega dois dias depois de a mesma Federação Brasil da Esperança já ter acionado o TSE contra Flávio por um vídeo com IA que simulou um pronunciamento de Jair Bolsonaro na convenção do PL — um segundo capítulo do embate em torno do uso de inteligência artificial na pré-campanha.
O movimento também inverte uma denúncia anterior: dez dias antes, a campanha de Flávio havia acionado o TSE contra cerca de 20 mil perfis falsos que, segundo o senador, movimentaram R$ 20 milhões para atacá-lo nas redes sociais.
A simetria se repete até no relator: Kassio Nunes Marques é o mesmo ministro que assumiu o caso dos perfis falsos denunciados por Flávio, e agora foi sorteado para julgar a acusação inversa, movida pelo PT.
