Política

Nunes Marques assume relatoria de caso sobre perfis falsos contra Flávio Bolsonaro

Liminar do PL pede quebra de sigilo e retirada de contas que também atacam Tarcísio de Freitas e Jorginho Mello
Nunes Marques, ministro do TSE, analisa caso de perfis falsos contra Flávio Bolsonaro

Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, foi designado relator de uma representação protocolada pelo PL nesta segunda-feira (20) para investigar um suposto esquema de perfis financiados para atacar o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais da Meta.

Rogério Marinho, coordenador da campanha, e Maria Cláudia Bucchianeri, coordenadora jurídica do PL, foram ao TSE nesta segunda para se reunir com o ministro e depois falaram a jornalistas. O processo corre em segredo de justiça.

De acordo com Maria Cláudia Bucchianeri, a suspeita surgiu por acaso, durante o monitoramento de anúncios pagos na plataforma. A equipe notou perfis “muito pequenos, recém-criados” contratando impulsionamentos de R$ 200 mil — valor incompatível com o porte das contas.

Segundo Rogério Marinho, o levantamento da campanha identificou mais de 20 mil perfis suspeitos, parte deles criada e financiada fora do Brasil. Além de Flávio Bolsonaro, os ataques também mirariam os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Jorginho Mello (PL-SC).

A denúncia, protocolada horas antes da reunião com o ministro, apontou que os cerca de 20 mil perfis identificados pela campanha teriam movimentado R$ 20 milhões em anúncios contra os três políticos desde fevereiro. A liminar pede a retirada imediata das contas do ar e a quebra de sigilo para apurar quem financia o esquema.

O que pode acontecer agora

Segundo Marinho, cabe a Nunes Marques decidir quem assumirá a apuração — Polícia Federal, Ministério Público Federal ou outro órgão. O TSE veda o impulsionamento de conteúdo de ataque a pré-candidatos mesmo antes do início oficial da campanha eleitoral de 2026.

Mesmo sem o sorteio, Nunes Marques teria recebido a equipe de Flávio de qualquer forma: o TSE está em recesso judiciário, período em que prazos e audiências ficam suspensos e cabe ao presidente de plantão tratar de casos urgentes.

O caso reacende um debate que já passou pelo tribunal. Em junho, o TSE já havia determinado que Gleisi Hoffmann, Guilherme Boulos e outros perfis apagassem publicações associando Flávio Bolsonaro ao crime organizado, decisão que também obrigou a Meta a entregar dados cadastrais dos responsáveis.

Rogério Marinho afirmou que Nunes Marques se comprometeu a decidir “o mais rápido possível”, já que os perfis suspeitos costumam sumir rapidamente, dificultando a identificação de quem está por trás do esquema.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Apelidos no trabalho podem gerar indenização por assédio moral

Usar IA como terapeuta pode piorar crise de saúde mental, diz estudo

Defeso eleitoral gera apagão de dados públicos e ameaça acesso à informação

Petróleo recua após proposta de cessar-fogo entre EUA e Irã