Economia

Brasil estuda retaliação cirúrgica aos EUA para evitar ‘tiro no pé’

Governo prepara Lei da Reciprocidade contra tarifaço de Trump, que atinge US$ 11 bilhões em exportações
Lula e Trump em composição editorial simbolizando a retaliação ao tarifaço dos EUA contra o Brasil

O governo federal começou a recalibrar sua resposta ao novo tarifaço de Donald Trump contra as exportações brasileiras, decidido a acionar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos nos próximos dias.

Auxiliares do presidente Lula afirmam que o Planalto estuda “cirurgicamente” quais setores americanos punir, para que a retaliação não vire um “tiro no pé” contra a própria economia brasileira.

Setores na mira e base legal dos EUA

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) confirmou a proposta do novo tarifaço, com uma extensa lista de itens isentos, que entra em vigor em 22 de julho. A medida é resultado de uma investigação de um ano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar barreiras comerciais em outros países.

Em levantamento preliminar, o governo brasileiro identificou o setor audiovisual e as patentes farmacêuticas como possíveis alvos da resposta. Dois dias antes, o Planalto já havia sinalizado essas mesmas áreas como prioritárias na retaliação, além de cogitar reativar a disputa parada há um ano na Organização Mundial do Comércio.

Indústria pressiona por plano de contingência

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, se reuniu nesta sexta-feira (17) com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Rosa, para propor um grupo de trabalho sobre uma nova versão da política industrial Nova Indústria Brasil (NIB). Segundo a CNI, o novo tarifaço atinge 26,2% das exportações brasileiras para os EUA, com tarifa adicional de 25% sobre US$ 11 bilhões em vendas.

Diversificação de mercados como saída

Alckmin já havia detalhado, um dia antes, como funcionaria o apoio do governo às empresas afetadas pela nova tarifa de 25%, classificada por ele como ‘injusta e descabida’. O Plano Brasil Soberano, criado no ano passado durante as primeiras tarifas contra o Brasil, será reativado para atender aos setores prejudicados.

A ApexBrasil prepara um programa de diversificação de mercados, com lançamento previsto para o início de agosto e investimento de R$ 130 milhões em parceria com o setor privado. Cazaquistão e Uzbequistão estão entre os países da Ásia Central considerados estratégicos para escoar a produção afetada.

O governo brasileiro também negocia com Japão, Canadá e Emirados Árabes a realocação de parte da produção que deixará de ir aos Estados Unidos. O avanço das conversas ocorre depois de o Executivo revelar mais de 30 contatos com Washington desde o anúncio do tarifaço.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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