Política

Governo Lula diz que negociou tarifaço com os EUA 30 vezes

Itamaraty afirma que iniciativa dos contatos partiu sempre do lado brasileiro
Lula em retrato oficial representa governo Lula negociação tarifaço EUA, com bandeira americana ao fundo

O governo brasileiro afirmou nesta quinta-feira (16) que promoveu mais de 30 contatos com os Estados Unidos desde o anúncio do tarifaço, em resposta às críticas da oposição de que teria faltado diálogo antes da nova taxa sobre produtos brasileiros.

Segundo levantamento do Itamaraty, as conversas ocorreram por telefone, videoconferência e reuniões presenciais, em níveis presidencial, ministerial e técnico, sempre por iniciativa brasileira.

Mais de 30 contatos em um ano de negociação

De acordo com o levantamento divulgado pelo governo, representantes brasileiros dialogaram com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, em pelo menos 11 ocasiões. A tarifa é resultado de uma investigação do USTR baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo usado pelos Estados Unidos para apurar supostas barreiras comerciais em outros países.

Um dia antes do anúncio oficial, o Brasil já promovia a quinta rodada de negociações desde maio com representantes do governo Trump, na tentativa de reverter a medida de última hora.

Virada após visita de Flávio Bolsonaro

Segundo a avaliação do governo brasileiro, o cenário parecia favorável às negociações depois dos encontros entre Lula e Trump na Malásia e em Washington. A percepção mudou nas últimas semanas, após a visita do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos.

Em nota, o governo classificou a decisão como um marco lastimável na relação bilateral e afirmou que vai acionar a lei da reciprocidade. Lula rejeitou qualquer justificativa para medidas unilaterais, citando que os EUA acumularam US$ 424,5 bilhões em superávit comercial de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos.

Com a tarifa de 25% confirmada e prevista para entrar em vigor em 22 de julho, o Brasil pode saltar da 13ª para a 2ª posição no ranking de países mais tarifados pelos EUA, atrás apenas da China, segundo o Global Trade Alert. A lista de exceções divulgada pelo USTR poupou itens como carne bovina, frango, café e laranja, como já detalhado na reação do governo Lula à medida.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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