Economia

Dólar sobe com dupla tarifa dos EUA e impasse nuclear no Irã

Nova sobretaxa de 12,5% pode elevar carga total a 37,5% sobre exportações brasileiras
Imagem editorial: dólar sobe tarifas Brasil EUA com tensão nuclear do Irã em fundo

O dólar abriu em alta nesta quarta-feira (3), subindo 0,14% e cotado a R$ 5,0162 por volta das 9h, pressionado por dois vetores simultâneos: a escalada tarifária americana contra o Brasil e o impasse renovado nas negociações nucleares com o Irã.

Na véspera, Washington propôs uma sobretaxa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio. Somada à tarifa de 25% anunciada um dia antes, a carga total pode chegar a 37,5% — embora a cumulatividade ainda não seja definitiva.

Duas tarifas em dois dias

A nova investigação americana concluiu que o Brasil e outros 52 países não fiscalizam adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Segundo o relatório, a omissão cria concorrência desleal para empresas e trabalhadores dos EUA — justificativa usada para propor a sobretaxa de 12,5%.

O governo americano estabeleceu dois níveis de sobretaxação no novo quadro tarifário, chegando um dia após impor 25% ao Brasil pela mesma Seção 301 da Lei de Comércio, utilizada para investigar barreiras comerciais diretas. O Itamaraty manifestou expectativa de que as taxas sejam acumulativas, o que elevaria a carga total a 37,5% sobre as exportações brasileiras — cenário que ainda aguarda confirmação oficial de Washington.

Na véspera, quando os EUA anunciaram a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros — a mesma Seção 301 que agora embasa a nova sobretaxa de 12,5% por trabalho forçado — o dólar chegou a abrir em queda, movimento que hoje se inverte diante do acúmulo de incertezas. Leia a análise completa

Irã, petróleo e mercados globais

O segundo vetor de pressão cambial vem do Oriente Médio. Nesta quarta, Trump afirmou que o Irã “concordou em não ter armas nucleares” e disse querer encontrar o aiatolá Motjaba Khamenei — mas as sinalizações contraditórias entre Washington e Teerã mantêm os mercados em alerta.

Na segunda-feira, os dois países trocaram ataques enquanto Teerã suspendeu as negociações de paz. O secretário de Estado Marco Rubio prometeu alívio de sanções se o Irã abandonar seu programa nuclear. Com o impasse persistindo, o petróleo avançou mais um dia seguido.

A instabilidade geopolítica que mantém o petróleo em alta tem raízes no fim de maio, quando o Irã bombardeou uma base americana em retaliação a ataques israelenses — episódio que inaugurou a atual rodada de escalada militar no Oriente Médio. Veja como o conflito se desenvolveu

Nos mercados globais, os sinais eram mistos: o Dow Jones futuro cedia 0,35%, enquanto o Nasdaq avançava 0,14%. Na Europa, o DAX recuava 0,85%; na Ásia, o Nikkei disparava 2,5%, mas o Hang Seng cedia 1,6%. O Ibovespa ainda não havia iniciado as negociações, com abertura prevista para as 10h.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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