O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (17) que só vai se pronunciar sobre o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos depois que o presidente Donald Trump se manifestar publicamente sobre o tema.
A declaração foi dada durante visita à Carreta da Saúde da Mulher, no Rio de Janeiro, dentro de agenda da Fiocruz voltada à ampliação do acesso à saúde feminina.
Sociedade não será enganada, diz presidente
Lula reforçou que o Brasil não vai aceitar imposições unilaterais dos Estados Unidos e que a resposta ao tarifaço será construída a partir de fatos, não de versões distorcidas. “Porque nós vamos mostrar que contra o Brasil ninguém ganha mentindo. Ou é mais verdadeiro que nós ou não vai enganar a sociedade brasileira”, disse o presidente.
A fala reforça o tom de soberania que o petista tem adotado desde que Washington confirmou a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Dias antes, Lula já havia convocado ministros ao Planalto para definir a resposta brasileira à tarifa de 25% já confirmada pelos EUA.
O Itamaraty, por sua vez, já havia informado que promoveu mais de 30 contatos com o governo americano ao longo da negociação, reforçando que o Brasil não vai ceder sem uma resposta formal de Trump.
Disputa comercial com pano de fundo eleitoral
Nos bastidores, integrantes do Planalto já haviam sugerido que a tarifa anterior teria motivação política, para beneficiar o pré-candidato Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026, hipótese que ressurge com o novo capítulo do tarifaço.
Na mesma agenda, Lula comentou a eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo, classificando o desempenho como um “fracasso”, mas afirmou que isso não o impede de defender o país diante de críticas externas.
O caso segue em atualização, e o governo brasileiro aguarda um posicionamento oficial de Trump para definir os próximos passos da resposta ao tarifaço.
