A Polícia Federal (PF) planeja investir R$ 95 milhões na segurança dos candidatos à Presidência da República durante a campanha eleitoral de 2026, segundo estimativa da corporação.
O valor é 66% superior aos R$ 57 milhões gastos em 2022 e passa a valer assim que as candidaturas forem homologadas nas convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto.
Como o dinheiro será usado
Dos R$ 95 milhões previstos para 2026, a PF vai destinar parte à logística e diárias das equipes que acompanharão os presidenciáveis pelo país, e outra fatia à compra de equipamentos de proteção. Em 2022, a divisão foi de R$ 25 milhões para custo operacional e R$ 32 milhões para equipamentos, somando R$ 57 milhões.
Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o planejamento da operação começou há cerca de dois anos, com treinamento de equipes e estudos de risco para mapear deslocamentos e eventos de campanha de cada candidatura.
Quando a proteção começa
Pela legislação eleitoral, o direito à segurança da Polícia Federal só passa a valer depois que a candidatura é homologada nas convenções partidárias. Partidos e federações registrados no TSE podem realizar essas convenções entre 20 de julho e 5 de agosto, em formato presencial, virtual ou híbrido, conforme a autonomia de cada legenda.
A convenção é etapa obrigatória para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral antes das eleições de outubro de 2026.
Reforço no orçamento da corporação
O aumento do investimento em segurança de campanha acompanha um movimento mais amplo de reforço financeiro da PF. Semanas antes, o Senado já havia aprovado o redirecionamento de parte da arrecadação das bets para o Funapol, fundo que também reforça o orçamento operacional da Polícia Federal.
O salto de R$ 57 milhões para R$ 95 milhões entre as duas eleições reflete a preocupação crescente com a segurança de autoridades e candidatos em eventos públicos, tema que ganhou peso no debate eleitoral dos últimos anos.
