Economia

Tarifaço dos EUA atinge 36,5% das exportações do agronegócio

Lista de isenções ampliada livrou 63,5% do valor exportado, mas madeira, arroz e açúcar seguem na mira da tarifa
Bandeira dos EUA ao fundo com madeira, arroz e açúcar simbolizando a tarifa dos EUA no agronegócio brasileiro

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos serão atingidas pela tarifa adicional de 25%, que entra em vigor na quarta-feira (22).

Segundo a entidade, a ampliação da lista de produtos isentos — fruto de articulação junto ao governo americano — livrou 63,5% do valor exportado pelo setor da cobrança extra.

Produtos livres da tarifa e os que continuam taxados

Entre os itens que deixaram de ser tributados após a revisão estão pescados, mel e café solúvel. A CNA afirma que a ampliação das exceções foi resultado da atuação da entidade e de outros representantes do setor privado junto ao governo americano.

"Esse resultado é fruto do trabalho realizado pela CNA e por outros representantes do setor privado, que atuaram diretamente junto ao governo americano na defesa técnica dos interesses do agro brasileiro", afirmou Mori.

Mesmo com a revisão, produtos como madeira, arroz, uva, ovos e açúcar seguem sujeitos à tarifa adicional. Juntos, eles somaram cerca de US$ 4,6 bilhões em exportações brasileiras aos EUA em 2025, segundo a CNA.

O impacto de 36,5% sobre o agro brasileiro fica bem acima da fatia total das exportações do país afetada pela medida, estimada pelo governo em 18% do total exportado ao mercado americano.

Bastidores da negociação e próximos passos

Segundo a CNA, o governo americano justificou a ampliação das isenções por tratar-se de produtos importantes para a indústria dos EUA, com oferta insuficiente no mercado interno e relevância para setores considerados estratégicos da economia americana.

Mori afirmou que a confederação acompanhou a investigação desde o início, apresentando estudos técnicos e participando de consultas públicas e audiências em Washington. Segundo ela, a competitividade do agro brasileiro "não decorre de práticas desleais de comércio, mas sim de ganhos de produtividade, inovação e investimentos realizados ao longo de décadas".

A tarifa de 25% foi confirmada dias antes pelo USTR, com a CNI estimando impacto total de US$ 15 bilhões nas exportações brasileiras aos EUA — valor bem acima do recorte específico do agro. Paralelamente, o governo brasileiro anunciou um programa de apoio a empresas afetadas pela tarifa, que pode alcançar também produtores do setor.

A CNA disse que continuará acompanhando o caso e buscando alternativas para reduzir os impactos da medida sobre o agronegócio.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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