A farmacêutica EMS anunciou nesta terça-feira (15) uma nova condição de desconto para a semaglutida Ozivy, indicada ao tratamento do diabetes tipo 2.
Pacientes cadastrados no programa de fidelidade da empresa poderão comprar três canetas de 1 mg por R$ 999, o equivalente a R$ 333 por unidade.
A oferta é válida para quem se cadastrar no Programa Vida + Leve e apresentar receita médica em farmácias participantes. O pacote de duas canetas por R$ 863,22, lançado anteriormente, continua disponível.
Queda de preço desde o lançamento
O novo valor amplia uma trajetória de descontos que já vinha sendo praticada pela EMS. O novo valor do programa de fidelidade marca uma queda expressiva frente aos R$ 452 cobrados quando o Ozivy chegou às farmácias em meados de junho, reforçando a estratégia da farmacêutica de disputar mercado por preço.
Produzido por síntese química, o Ozivy foi lançado neste ano como alternativa nacional ao Ozempic e recebeu registro da Anvisa em maio, sendo indicado para o tratamento do diabetes tipo 2. Desde então, a EMS tem apostado em valores inferiores aos praticados pelo medicamento de referência, aliados a programas de desconto para pacientes cadastrados.
Cadastro e condições de acesso
Segundo a empresa, os descontos são exclusivos para pacientes inscritos no Programa Vida + Leve, cujo cadastro pode ser feito pelo site oficial ou diretamente em farmácias credenciadas, mediante apresentação de prescrição médica válida.
Pressão sobre o mercado de semaglutida
O corte de preços da EMS ocorre em meio a uma disputa crescente pelo mercado brasileiro de medicamentos à base de semaglutida. No mesmo período, a Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, propõe à Conitec um desconto de 59% para incluir a semaglutida no SUS, pressionada pela concorrência nacional.
A tendência de queda nos preços deve se acentuar ainda mais depois que a Anvisa incluiu o Ozivy na Lista de Medicamentos de Referência, abrindo caminho para o registro de versões genéricas da semaglutida. Na prática, isso deve ampliar a concorrência e pode reduzir ainda mais os valores cobrados aos pacientes que dependem do tratamento para diabetes tipo 2.
