Política

Dino dá 10 dias para presidentes de partidos explicarem emendas parlamentares

Ministro do STF cita entrevista de Valdemar Costa Neto, que admitiu interferência de dirigentes partidários na destinação dos recursos.
Ministro do STF cobra presidentes de partidos emendas parlamentares após entrevista de Valdemar Costa Neto

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino deu, nesta quarta-feira (15), prazo de até 10 dias úteis para que presidentes de 21 partidos com representação no Congresso Nacional expliquem como funciona o direcionamento de emendas parlamentares a municípios.

A exigência foi motivada por uma entrevista do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, à GloboNews, na qual ele admitiu que dirigentes partidários interferem na destinação dos recursos.

Emendas sob suspeita de desvio

Dino é relator no STF da investigação que apura suspeitas de desvio de emendas parlamentares. Nos últimos dias, ele determinou o bloqueio da execução de recursos após indícios de que ex-parlamentares, sem mandato, estariam direcionando verbas — uma prerrogativa exclusiva de deputados e senadores em exercício.

Na decisão que abriu o prazo de 10 dias úteis, o ministro citou diretamente a entrevista de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, ao programa Estúdio i, da GloboNews. Questionado se dirigentes partidários interferem na destinação de emendas, o parlamentar “respondeu afirmativamente”, segundo trecho reproduzido por Dino.

O que precisa ser esclarecido

Os 21 partidos notificados deverão detalhar como é feita a distribuição dos recursos e quais mecanismos permitem rastrear a aplicação do dinheiro público. Dino também classificou como “emendas de terceiros” os casos em que ex-parlamentares teriam direcionado verbas mesmo sem mandato.

“Em conformidade com a Constituição, o Plano de Trabalho parte de uma premissa elementar, que reitero: somente parlamentares podem propor e deliberar sobre emendas parlamentares”, afirmou o ministro na decisão.

Histórico de bloqueios bilionários

A medida desta quarta-feira (15) é a mais recente de uma sequência de decisões de Dino sobre o tema. Um dia antes, o ministro havia dado 30 dias para as comissões de Saúde da Câmara e do Senado explicarem quais mecanismos garantem a transparência na execução das emendas.

Na última sexta-feira (11), Dino suspendeu a execução de emendas apontadas pela Polícia Federal como indicadas irregularmente por Valdemar Costa Neto e determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em recursos e bens do presidente do PL. No domingo (12), tornou pública decisão semelhante contra o ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG), com o bloqueio de R$ 6 milhões por suspeita de desvio de emendas.

As medidas são desdobramento de representação da PF ligada à Operação Transparência, deflagrada em dezembro do ano passado e que teve como alvo a funcionária da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como Tuca.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Câmara aprova uso de cocar e turbante em fotos de documentos oficiais

EUA anunciam nesta tarde decisão sobre novas tarifas ao Brasil

Fazenda e Câmara fecham acordo sobre dívidas de produtores rurais

Tarifaço dos EUA acelera busca do Brasil por novos parceiros comerciais