Política

Alcolumbre reúne governo e sindicatos para decidir rumo da PEC 6×1 no Senado

Reunião ocorre na residência oficial antes de sessão no plenário; ministros Boulos e Marinho participam pelo Executivo
Alcolumbre em negociação na sessão do Senado Federal sobre a PEC escala 6x1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), reúne nesta quarta-feira (1º) líderes governistas e representantes das centrais sindicais para discutir o avanço da PEC que extingue a escala 6×1 no Brasil.

O encontro acontece na residência oficial de Alcolumbre, horas antes de uma sessão de debates sobre o tema marcada para o plenário do Senado — onde ele também deve comparecer.

A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e aguarda tramitação no Senado, que ainda não iniciou os procedimentos formais para análise do texto.

Quem participa da reunião

O governo estará representado pelos ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, e Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego. Entre os parlamentares, participam a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), o senador Paulo Paim (PT-RS), responsável pela organização do debate, a deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) e o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG).

A expectativa dos presentes é que Alcolumbre ouça o posicionamento das centrais e do governo — papel simétrico ao que o presidente do Senado já vem exercendo em reuniões com empresários e confederações patronais.

O que muda com a PEC

A proposta altera a Constituição Federal para garantir que a duração normal do trabalho não ultrapasse oito horas diárias e quarenta horas semanais, com direito a pelo menos duas folgas remuneradas por semana — uma delas, preferencialmente, aos domingos.

A mudança será implementada em etapas. O fim da escala 6×1 entra em vigor 60 dias após a promulgação do texto. Passado esse prazo, acordos e convenções coletivas incompatíveis com as novas jornadas perdem automaticamente a validade — mecanismo criado para obrigar sindicatos e empresas a sentar à mesa de negociação.

Ficam de fora das novas regras os trabalhadores com diploma de nível superior que recebem ao menos R$ 21,1 mil mensais — equivalente a duas vezes e meia o teto do INSS. Para esse grupo, não haverá controle de ponto nem limite legal de jornada, sob o argumento de combater a pejotização e garantir autonomia a profissionais de alta renda.

Alcolumbre chegou a cogitar enviar a PEC para uma comissão especial — manobra inédita que, em junho, acendeu o alerta entre senadores governistas e revelou a resistência do presidente do Senado em dar prosseguimento ao texto.

O encontro desta quarta ocorre em meio a um impasse político que se arrasta desde meados de junho, quando Alcolumbre travou pautas prioritárias do governo e acelerou pautas-bomba estimadas em R$ 150 bilhões enquanto cobrava um encontro pessoal com Lula.

Na véspera da reunião, Teresa Leitão — que também participa do encontro desta quarta — já havia conversado por mais de uma hora com Alcolumbre na mesma residência oficial para cobrar avanço da PEC 6×1 antes do recesso parlamentar.

Economistas avaliam que o debate no Congresso precisa vir acompanhado de discussões sobre produtividade — ganhos que, na visão deles, dependerão principalmente de qualificação profissional, inovação tecnológica e investimentos em infraestrutura e logística.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Brasil altera regras de exportação de carnes para evitar embargo da UE

Moraes autoriza envio de joias do governo Bolsonaro para a Receita Federal

Golfo Pérsico retoma exportações de petróleo, mas volume ainda é 40% menor

Enem 2026 bate recorde com mais de 5 milhões de inscrições confirmadas