O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, declarou nesta quinta-feira (25) que o fim da escala 6×1 depende de forte pressão sobre o Congresso Nacional.
Durante entrevista ao programa ‘Bom dia, ministro’, Marinho afirmou apoiar a redução da jornada semanal de trabalho e o fim do regime 6×1.
Uma PEC apresentada por Erika Hilton (PSOL-SP) propõe jornada máxima de 36 horas em 4 dias por semana, com apoio do governo.
Discussão sobre jornada de trabalho e escala 6×1
Durante o programa ‘Bom dia, ministro’, transmitido pela emissora oficial do governo federal, Luiz Marinho reforçou ser favorável ao fim da escala de 6 dias de trabalho por 1 de descanso, conhecida como 6×1, e à redução da jornada de 44 para 40 horas semanais.
Segundo Marinho, “é preciso botar muita pressão no Congresso Nacional para isso ter possibilidade de vitória”. Ele citou como exemplo a mobilização popular que resultou no arquivamento da PEC da blindagem.
Proposta de emenda constitucional
Em fevereiro, a deputada Erika Hilton apresentou uma PEC para reduzir a jornada máxima para 36 horas semanais, distribuídas em 4 dias. O objetivo central é acabar com a escala 6×1, que Marinho considera prejudicial ao trabalhador.
O ministro destacou que a proposta tem o apoio do governo, mas advertiu que, sem pressão popular, a aprovação é improvável.
Resistência no Congresso e recomendações do ministro
De acordo com pesquisa Quaest, 70% dos deputados federais são contra o fim da escala 6×1. Marinho comentou que “o Parlamento brasileiro tem um perfil que, se deixar ele livre, leve e solto, só vem prejuízo para a classe trabalhadora brasileira”.
Ele afirmou ainda que temas ligados ao trabalho enfrentam dificuldades para tramitar no Congresso e só avançam “com muita pressão”. Marinho sugeriu que os eleitores considerem as opiniões dos candidatos a deputado e senador sobre o tema ao votar no próximo ano.