Tecnologia

Juíza dos EUA recusa arquivar processo que acusa Meta de viciar crianças

Ação movida por 29 estados vai a julgamento em agosto; Meta nega que plataformas sejam viciantes
Criança com mapa dos EUA e logo Meta: visualização de como Meta vicia crianças nas redes sociais

Uma juíza federal dos Estados Unidos recusou arquivar o processo que acusa a Meta de projetar o Facebook e o Instagram para tornar crianças e adolescentes dependentes — e de esconder conscientemente os danos causados ao público.

A decisão foi proferida na segunda-feira (29) pela juíza Yvonne Gonzalez Rogers, de Oakland, na Califórnia, e mantém viva a ação movida por procuradores-gerais de 29 estados norte-americanos.

Gonzalez Rogers negou o pedido da Meta para arquivar as acusações de práticas enganosas, práticas comerciais desleais e violações da Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças (COPPA). A magistrada também concedeu julgamento sumário favorável aos estados no ponto que trata das obrigações de notificação e consentimento parental — entendendo que a empresa falhou nesse requisito.

O que será decidido em agosto

Em uma decisão de 38 páginas, a juíza identificou controvérsias centrais a serem resolvidas no mérito: se as plataformas são de fato viciantes, se a Meta negou falsamente que elas foram desenvolvidas com esse propósito e se os serviços são direcionados, ao menos em parte, ao público infantil.

Os estados sustentam que pesquisas associam o uso do Facebook e do Instagram por jovens a depressão, ansiedade, insônia, prejuízos à educação e à rotina diária, além de comportamentos de automutilação e suicídio. Gonzalez Rogers considerou razoável a interpretação de que declarações da empresa sobre o assunto podem ser consideradas falsas caso as provas o demonstrem.

A mesma juíza conduz uma ação coletiva multidistrital com mais de 2.600 autores — entre indivíduos, distritos escolares e governos locais —, que questiona o design de plataformas como Facebook, Instagram, Google, YouTube, Snapchat e TikTok.

A Meta rebateu as acusações argumentando que os procuradores-gerais não apresentaram provas de que a empresa enganou consumidores — inclusive em depoimentos de Mark Zuckerberg ao Congresso americano. A companhia também sustentou que “vício em redes sociais” não é condição psiquiátrica reconhecida oficialmente e que Facebook e Instagram são destinados ao público geral, não a crianças menores de 13 anos.

O julgamento das ações movidas pelos estados da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey está marcado para 18 de agosto. Em março, um júri de Los Angeles já havia considerado Meta e Google negligentes por criar plataformas prejudiciais a adolescentes — pressão que levou a empresa a ampliar globalmente filtros de conteúdo para jovens no Instagram e Facebook.

O caso integra uma onda crescente de responsabilização judicial nos Estados Unidos. Na mesma semana, a Flórida abriu processo contra a OpenAI por riscos que o ChatGPT representa a menores de idade, sinalizando que estados americanos estão intensificando a pressão regulatória sobre o setor de tecnologia.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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