Tecnologia

Meta fecha acordo para cobrir custos de escolas por vício em redes sociais

Empresas assumem despesas educacionais no Kentucky; 1,2 mil distritos escolares aguardam solução
Logotipo da Meta e sala de aula representando o acordo Meta escolas redes sociais para proteção infantil

A Meta fechou nesta quinta-feira (21) um acordo judicial nos Estados Unidos que obriga a empresa a arcar com despesas escolares geradas pela crise de saúde mental associada ao uso de redes sociais.

O acordo beneficia escolas do condado de Breathitt, no Kentucky, e encerra um julgamento que estava marcado para 15 de junho em um tribunal federal de Oakland, Califórnia.

Ao menos 1,2 mil outros distritos escolares americanos buscam solução semelhante — o que indica que o caso no Kentucky pode ser apenas o início de uma onda de acordos contra plataformas digitais.

A ação original pedia mais de US$ 60 milhões para cobrir despesas que as escolas do condado vinham pagando para lidar com o impacto do vício em redes sociais entre alunos. O acordo encerra o processo antes que chegasse a julgamento, seguindo movimentos semelhantes envolvendo YouTube e Snapchat.

Em março, um júri de Los Angeles considerou Google e Meta responsáveis por contribuir para a crise de saúde mental entre adolescentes — em um processo considerado histórico sobre vício em plataformas digitais. A Meta foi condenada a pagar US$ 4,2 milhões (R$ 22 milhões) e o Google, US$ 1,8 milhão (R$ 9,4 milhões).

O processo central foi movido por uma jovem de 20 anos que afirma ter desenvolvido vício nas plataformas ainda menor de idade. Ela relata que o uso intensivo agravou sua depressão e gerou pensamentos suicidas. A acusação recai sobre o design dos aplicativos, projetados para incentivar o uso contínuo — a mesma prática que reguladores europeus investigam como dark patterns, com multa potencial de até 20 bilhões de euros.

Snapchat e TikTok também eram réus no processo de Los Angeles, mas fecharam acordos com a autora antes do início do julgamento.

Corrida legislativa nos estados americanos

Enquanto o Congresso americano não aprovou uma legislação federal sobre redes sociais, ao menos 20 estados tomaram a dianteira no ano passado. As normas incluem restrições ao uso de celulares nas escolas e exigências de verificação de idade para abertura de contas em plataformas.

A NetChoice, associação apoiada por Meta e Google, tenta derrubar judicialmente essas exigências — um sinal de que o setor resiste às regulações mesmo enquanto fecha acordos milionários.

Outro julgamento está previsto para julho, em Los Angeles, reunindo Instagram, YouTube, TikTok e Snapchat. Em paralelo, um júri do Novo México considerou na terça-feira que a Meta violou a lei estadual: a empresa teria enganado usuários sobre a segurança de suas plataformas e permitido exploração sexual infantil.

A pressão judicial já produz efeitos fora dos tribunais. O Instagram lançou recentemente alertas para pais de adolescentes que pesquisam suicídio na rede — medida que reflete a gravidade dos danos relatados em casos como o da jovem que originou o processo no Kentucky.

A Meta também anunciou o uso de inteligência artificial para identificar e restringir contas de menores de 13 anos nas plataformas, como resposta às crescentes exigências de proteção infantil nos tribunais e legislaturas americanas.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Anvisa aprova infusão contínua de levodopa para Parkinson avançado

Whirlpool fecha fábrica na Argentina e investe R$ 300 mi em Rio Claro

Pé-de-Meia paga terceira parcela de R$ 200 a partir desta segunda

INSS libera segunda parcela do 13º a partir desta segunda; saiba quem recebe