Política

Famílias de brasileiros mortos na Venezuela cobram repatriação dos corpos

Parentes de Vanessa Zacarias e do pastor Romildo relatam falta de informações do Itamaraty quatro dias após os terremotos
Famílias abraçadas com mapa da Venezuela simbolizando a repatriação de brasileiros mortos na Venezuela

Quatro dias após os terremotos que mataram mais de 1,4 mil pessoas na Venezuela, as famílias da modelo Vanessa Zacarias da Silva e do pastor Romildo Batista de Lima ainda não sabem quando — nem como — poderão trazer os corpos de volta ao Brasil.

Em meio ao luto, parentes relatam dificuldades para obter informações junto às autoridades brasileiras e cobram agilidade no processo de repatriação. “Queremos um enterro digno”, resume o anseio de quem aguarda a liberação dos corpos.

Vanessa Zacarias da Silva era modelo e natural de Brasília; Romildo Batista de Lima, pastor de Uberlândia, Minas Gerais. As mortes foram confirmadas pelo Itamaraty ainda na quinta-feira (25), que prometeu assistência consular às famílias — mas, quatro dias depois, parentes relatam que ainda não têm informações claras sobre como e quando os corpos poderão ser repatriados.

Dois tremores em menos de um minuto

Os terremotos foram dois eventos em rápida sequência. O primeiro, de magnitude 7,2, foi seguido 39 segundos depois por outro de magnitude 7,5. Como a escala sismológica é logarítmica, o segundo tremor liberou quase três vezes mais energia do que o primeiro.

O desastre já deixou mais de 1,4 mil mortos e milhares de desabrigados. Equipes de resgate continuam trabalhando em diversas cidades à procura de desaparecidos sob os escombros.

Enquanto uma operação da Força Aérea Brasileira trouxe 13 compatriotas vivos de Caracas no fim de semana, as famílias dos dois que não sobreviveram ainda aguardam resposta sobre quando e como ocorrerá a repatriação dos corpos.

Críticas ao governo venezuelano e histórias de sobrevivência

Na região de Los Cocos, moradores criticaram abertamente a resposta do governo da presidente Delcy Rodríguez. “Nem um helicóptero apareceu aqui desde que tudo isso começou. Nem um helicóptero para trazer água, apagar incêndios… nada, nada”, relatou um morador ao Fantástico.

Em meio à devastação, o resgate de uma mãe e seu filho recém-nascido entre os escombros tornou-se símbolo de esperança. O bebê foi passado de mão em mão por voluntários até chegar ao pai. A mãe, Dayana, foi retirada dos destroços pouco depois sob aplausos.

Carmen, outra sobrevivente, ficou cinco horas presa nos escombros, com ferimentos nos braços e nas pernas. “Percebi que o prédio estava desmoronando. Até que, não sei depois de quanto tempo, tudo parou de tremer e ficou escuro, com muito pó. E eu disse: ‘Estou viva'”, contou.

Ela foi localizada por Beto, seu primo, com ajuda de voluntários — que depois conseguiram parar uma ambulância para socorrê-la. A internação em hospital particular traz nova preocupação: o plano de saúde de Carmen não cobre terremotos. “Virá uma conta bem salgada”, disse Beto.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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