Negócios

Búzios rompe 1,2 milhão de barris por dia e reforça liderança global no pré-sal

Recorde chega com tensões entre EUA e Irã pressionando preços e novas plataformas ampliando capacidade
Campo de Búzios produção recorde de petróleo com Estreito de Ormuz e tensões geopolíticas globais

O campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, atingiu produção média de 1,2 milhão de barris por dia na última sexta-feira (26), segundo a Petrobras.

O marco veio apenas três dias após o campo superar a casa de 1,1 milhão de barris diários — avanço impulsionado pela entrada de novas plataformas em operação.

Considerado o maior campo em águas profundas do mundo, Búzios mantém ritmo de expansão acelerado mesmo diante da volatilidade dos preços internacionais do petróleo.

Oito unidades em operação e mais quatro a caminho

O campo conta atualmente com oito unidades de produção: as plataformas P-74, P-75, P-76, P-77, P-78 e P-79, além dos navios-plataforma (FPSOs) Almirante Barroso e Almirante Tamandaré.

A expansão avança em ritmo intenso. Estão em construção as unidades P-80, P-82 e P-83, enquanto a plataforma Búzios 12 encontra-se em processo de licitação. A meta é chegar a 12 FPSOs em operação no campo.

O recorde de Búzios integra uma trajetória de crescimento consistente da Petrobras. O novo marco vem menos de uma semana após a estatal anunciar alta de 14% na produção de petróleo em maio na comparação anual — impulso que agora se materializa no campo mais produtivo do pré-sal. Veja a análise completa da produção da Petrobras em maio.

Recorde em meio à pressão nos preços internacionais

O avanço da produção contrasta com um mercado internacional em turbulência. O barril acumulou queda superior a 10% na semana passada, puxado pelo otimismo com o memorando de entendimento assinado entre Estados Unidos e Irã — acordo que gerou expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz e aumento da oferta global.

O cenário mudou de tom no fim de semana. Washington e Teerã trocaram novos ataques na sexta-feira (26), colocando em xeque o cessar-fogo previsto no memorando. O Irã classificou a ofensiva como uma “violação clara” e ameaçou “paralisar todos os processos diplomáticos”. O presidente americano, Donald Trump, também voltou a fazer ameaças ao país.

No domingo (29), os dois países concordaram em suspender as hostilidades no Golfo e retomar as negociações em torno do Estreito de Ormuz. Uma nova rodada de conversas está prevista para terça-feira (30), em Doha, no Catar.

Na segunda-feira (29), o mercado reagia à trégua renovada. O Brent operava em alta de 0,96%, a US$ 72,68 o barril, enquanto o WTI avançava 1,23%, a US$ 70,08, por volta das 11h. Na quarta-feira passada (24), o Brent havia despencado ao menor nível desde antes da guerra com o Irã, após a reabertura do Estreito de Ormuz inundar a oferta global. Entenda como o conflito EUA-Irã derrubou os preços do petróleo.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Famílias de brasileiros mortos na Venezuela cobram repatriação dos corpos

Lula lança Desenrola Adimplentes para informais e devedores do Fies

Búzios rompe 1,2 milhão de barris por dia e reforça liderança global no pré-sal

TCU aponta que automação do INSS falha por sistemas da década de 1990