Saúde

Anvisa bane plataforma Voy por comercializar dispositivo médico sem registro

Serviço digital de acompanhamento para obesidade também operava sem autorização sanitária exigida por lei
Sede da Anvisa, agência que proibiu plataforma emagrecimento sem registro sanitário

A Anvisa proibiu nesta sexta-feira (26) a plataforma Voy, que ofertava acompanhamento digital para pessoas em tratamento de obesidade e perda de peso.

A agência apontou duas infrações: a empresa funcionava sem Autorização de Funcionamento (AFE) e divulgava um dispositivo médico sem registro — documentos obrigatórios para qualquer serviço sujeito à vigilância sanitária.

A proibição abrange a comercialização, a distribuição, a propaganda e o uso da plataforma em todo o país, com vigência imediata.

O que é a plataforma Voy

A Voy se apresentava como um serviço digital que reunia atendimento remoto por profissionais de saúde e intermediava etapas do tratamento para obesidade. Quando havia indicação médica, a plataforma facilitava ainda o acesso a medicamentos por meio de empresas parceiras — modelo que combina telemedicina, prescrição e distribuição de insumos.

O segmento cresceu no Brasil acompanhando a popularização dos medicamentos para emagrecimento, como os análogos de GLP-1, ampliando o interesse regulatório da Anvisa sobre plataformas que atuam nesse nicho sem o devido credenciamento sanitário.

O que a Anvisa não revelou

A resolução que bane a Voy não identifica qual era o dispositivo médico envolvido nem detalha como ocorria sua comercialização. A agência foi questionada sobre quais outras irregularidades foram identificadas durante a fiscalização, mas não respondeu até o fechamento desta matéria.

A Voy foi procurada para comentar a proibição, mas também não se manifestou até a última atualização desta reportagem.

A ação integra um movimento mais amplo de fiscalização sobre plataformas e produtos de saúde sem regularização em canais digitais. Na semana anterior, a Anvisa havia banido um alisante capilar vendido exclusivamente pela internet que circulava com o cadastro sanitário de outra empresa — sinal de que o ambiente digital se tornou foco prioritário das autuações sanitárias.

Usuários que estavam em acompanhamento para obesidade pela Voy são diretamente afetados pela medida e devem buscar outros serviços regularizados. A Anvisa não informou se há risco imediato para quem já utilizou a plataforma ou o dispositivo médico envolvido.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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