Saúde

Anvisa proíbe medicamentos cannabis sem registro das marcas Biocase e Allandiol

Produtos do Instituto Alma Viva eram vendidos com promessas terapêuticas em sites e redes sociais sem autorização sanitária
Medicamentos cannabis sem registro Anvisa proibidos em ação regulatória

A Anvisa proibiu, nesta segunda-feira (11), a comercialização e a divulgação dos medicamentos à base de cannabis das marcas Biocase e Allandiol. Os produtos não têm registro sanitário e a empresa fabricante, Instituto Alma Viva Ltda, sequer possui autorização para operar no setor.

A vedação atinge o Allandiol Forte Black 1:1 e o Allandiol Full Spectrum 300 mg — e se estende a qualquer pessoa ou empresa que anuncie, venda ou divulgue os itens, em razão do risco à saúde pública.

Irregularidades identificadas nas redes sociais

A ação da Anvisa partiu do monitoramento do site e do perfil no Instagram da empresa, onde os medicamentos Biocase e Allandiol eram anunciados com promessas de benefícios terapêuticos não aprovados pela vigilância sanitária. A divulgação de alegações de saúde sem respaldo regulatório é uma das infrações mais graves previstas na legislação sanitária brasileira.

A resolução tem alcance amplo: a proibição não se restringe à fabricante — qualquer pessoa física ou jurídica que anuncie ou venda os produtos em redes sociais, marketplaces ou qualquer outro canal está sujeita à vedação imposta pela agência.

A ação se insere num movimento regulatório mais amplo da Anvisa contra produtos sem registro comercializados em canais digitais. Em abril, a agência já havia proibido as canetas emagrecedoras Gluconex e Tirzedral, importadas do Paraguai e amplamente divulgadas nas redes sociais sem qualquer autorização sanitária — caso detalhado em cobertura anterior do Tropiquim.

Kefazol também é afetado pela mesma resolução

Na mesma resolução publicada nesta segunda-feira, a Anvisa suspendeu a comercialização, a distribuição e o uso de três lotes do antibiótico Kefazol — 1 g pó para solução injetável — após a fabricante anunciar o recolhimento voluntário do produto.

Os lotes suspensos são os de número 111626C, 111750C e 112056C. Segundo a agência, a medida foi motivada por desvio de qualidade decorrente de falha no processo de embalagem, o que compromete a integridade e a segurança do medicamento.

A mesma resolução que vedou os produtos Biocase e Allandiol também determinou a suspensão desses lotes do Kefazol por desvio de qualidade no processo de embalagem — o caso é detalhado em cobertura separada do Tropiquim.

Até a publicação desta reportagem, o Instituto Alma Viva Ltda não havia respondido aos contatos da imprensa.

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