Economia

Petróleo sobe com cancelamento de reunião EUA-Irã na Suíça

JD Vance desiste de viajar à Suíça e dúvidas sobre durabilidade do acordo voltam a pressionar mercados
Petróleo sobe com cancelamento de acordo: barris industriais em contexto geopolítico do Irã

O cancelamento da reunião entre Estados Unidos e Irã na Suíça reverteu as perdas do petróleo nesta sexta-feira (19): o WTI avançou 0,8%, a US$ 77,23 por barril, depois de cair mais cedo com expectativas de aumento de oferta global.

O vice-presidente americano JD Vance desistiu de viajar à Suíça para se reunir com representantes iranianos. O Ministério das Relações Exteriores suíço confirmou que as conversas previstas não acontecerão.

A queda inicial refletia a expectativa de normalização do fluxo de petróleo no Oriente Médio após o acordo de paz firmado nesta semana e a retomada da navegação pelo Estreito de Ormuz.

Petroleiros já voltavam a atravessar o Estreito de Ormuz na quinta-feira (18), após os Estados Unidos suspenderem o bloqueio ao Irã. O acordo foi anunciado no domingo (14), quando Trump autorizou o fim do bloqueio naval e prometeu a reabertura imediata do Estreito de Ormuz após a cerimônia de assinatura — marcada para esta sexta, na Suíça, e que acabou cancelada.

O cancelamento acendeu novas dúvidas sobre a durabilidade do entendimento. Analistas da RBC Capital Markets já avaliavam que a reabertura de Ormuz pode ser gradual — semelhante ao que ocorreu no Mar Vermelho após o acordo com os houthis em 2025, quando o tráfego marítimo ficou abaixo dos níveis pré-crise por meses.

Apesar da alta desta sexta, o petróleo segue em trajetória de queda semanal, pressionado pela perspectiva de normalização do fluxo no Oriente Médio. Em 22 de maio, com o impasse diplomático no auge, o Brent chegou a US$ 105 por barril — patamar que torna expressiva a queda acumulada mesmo com a recuperação de hoje.

Dólar sobe, bolsas asiáticas recuam

Na segunda-feira seguinte ao anúncio do acordo, analistas já sinalizavam que os preços do petróleo levariam meses para se estabilizar — ceticismo que o cancelamento das negociações desta sexta voltou a colocar em evidência nos mercados globais.

As bolsas asiáticas encerraram em queda, em movimento de realização de lucros após fortes altas recentes. O Nikkei recuou 0,6% no Japão, mesmo após atingir novo recorde intradiário pela quinta sessão consecutiva. Na Coreia do Sul, a queda foi de 1,8%, embora o mercado acumule valorização de 9,5% na semana. As bolsas da China continental, Hong Kong e Taiwan permaneceram fechadas pelo feriado do Festival do Barco do Dragão.

O dólar avançou frente às principais moedas globais após o Federal Reserve sinalizar postura mais rígida sobre os juros. Integrantes da instituição indicaram a possibilidade de novas altas ao longo do ano, levando o índice DXY a uma valorização semanal de 1,3%.

A alta do dólar pressionou os metais preciosos: ouro recuou 1,9% e prata, 3,6%. Nos mercados de renda fixa, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano oscilaram enquanto investidores avaliavam a política monetária dos EUA e o impacto da queda recente do petróleo sobre a inflação.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
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